quinta-feira, 7 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
"A abstração da paisagem do
deserto acabou por me purificar,
deixando minha mente vazia, com sua vastidão imensa. Era um estado que
se alcançava não apenas pela soma do pensamento nesse vazio,
mas também pela subtração. Na debilidade da vida na terra
estava espalhada a força do céu, vasta, linda e vigorosa."
deixando minha mente vazia, com sua vastidão imensa. Era um estado que
se alcançava não apenas pela soma do pensamento nesse vazio,
mas também pela subtração. Na debilidade da vida na terra
estava espalhada a força do céu, vasta, linda e vigorosa."
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Why You Should Travel Young
As we get older, life can just sort of happen to us. Whatever we end up doing, we often end up with more responsibilities, more burdens, more obligations. This is not always bad. In fact, in many cases it is really good. It means you’re influencing people, leaving a legacy.
Youth is a time of total empowerment. You get to do what you want. As you mature and gain new responsibilities, you have to be very intentional about making sure you don’t lose sight of what’s important. The best way to do that is to make investments in your life so that you can have an effect on who you are in your later years.
Traveling to discover the beauty of life.
The only way you can relate is by seeing them.
While you’re young, you should travel. You should take the time to see the world and taste the fullness of life. These are the moments that define the rest of your life; they’re the experiences that stick with you forever.
Traveling will change you like little else can. It will put you in places that will force you to care for issues that are bigger than you. You will begin to understand that the world is both very large and very small. You will have a newfound respect for pain and suffering, having seen that two-thirds of humanity struggle to simply get a meal each day.
While you’re still young, get cultured. Get to know the world and the magnificent people that fill it. The world is a stunning place, full of outstanding works of art. See it.
You won’t always be young. And life won’t always be just about you. So travel, young person. Experience the world for all it’s worth. Become a person of culture, adventure, and compassion. While you still can.
Do not squander this time. You will never have it again. You have a crucial opportunity to invest in the next season of your life now. Whatever you sow, you will eventually reap. The habits you form in this season will stick with you for the rest of your life. So choose those habits wisely.
And if you’re not as young as you’d like (few of us are), travel anyway. It may not be easy or practical, but it’s worth it. Traveling allows you to feel more connected to your fellow human beings in a deep and lasting way, like little else can. In other words, it makes you more human.
Música Árabe
"O que me encanta na música árabe é o convite ao improviso, oportunidade para vivenciarmos nossos sons e silêncios interiores."
"O que mais me encanta na música árabe é sua capacidade de fazer surgir
um sorriso aberto e lágrimas nos olhos, de ser combustível que inflama a
alma e move o corpo, que inspira esse mesmo corpo a ser e a viver."
"A música árabe me encanta
Toda a vez que beduíno canta
Me encanta o suave alaúde
Pois, tem leveza e atitude!
Toda a vez que beduíno canta
Me encanta o suave alaúde
Pois, tem leveza e atitude!
Me encanta o kannun, este instrumento
Repleto de sentimento,
Que retira qualquer tipo de sofrimento!
Repleto de sentimento,
Que retira qualquer tipo de sofrimento!
Me encanta a flauta chamada Nay
Pois, ao som dela viro um colibri
E sou capaz de hipnotizar a serpente,
Na mais delicada Dança do Ventre !
Pois, ao som dela viro um colibri
E sou capaz de hipnotizar a serpente,
Na mais delicada Dança do Ventre !
Me encanta o oriental tambor
Chamado tabel,
Pois seu ritmo é o amor,
Que eleva a alma ao céu."
Chamado tabel,
Pois seu ritmo é o amor,
Que eleva a alma ao céu."
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O pássaro que desaparecerá um dia no alto das nuvens, como se fosse mais uma nuvem, foi o pássaro que jamais parou de tentar.
Só voará alto quem carregou suas penas.
Só
voará alto aquele que criou seu lugar um pouco por vez, aquele que
formou sua virtude em segredo, aquele que não culpou a vida para se
manter parado.
Liberdade
vem com o tempo, liberdade vem devagar, liberdade é esforço. Não ser do
tamanho de nossa prisão, mas ser do tamanho de nossa vontade.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
“Esqueça convencionalismos, esqueça o que o mundo pensa sobre você
sair do seu lugar, pense os seus melhores pensamentos, fale as melhores
palavras, faça seus melhores trabalhos, buscando apenas aprovação de sua
própria consciência.”
Susan B. Anthony
“Para ser insubstituível, é preciso ser diferente. A vida não tem nada a ver com encontrar a si mesmo, mas sim com criar a si mesmo.”
Coco Chanel
“Seja bem-humorada. Não pense nos fracassos de hoje, mas no sucesso
que pode vir amanhã. Vocês se propuseram a realizar tarefas difíceis,
mas serão bem-sucedidas se persistirem e conhecerão a alegria de superar
obstáculos. Lembrem-se: nenhum esforço que fazemos para alcançar algo
belo é perdido. O que eu estou buscando não está lá fora, está dentro de
mim.”
Helen Keller
domingo, 12 de maio de 2013
"A amizade é um contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas.
Sensíveis porque um monge ou um solitário podem ser pessoas de bem e
mesmo assim não conhecer a amizade. E virtuosas porque os malvados só
têm cúmplices; os festeiros, companheiros de farra; os ambiciosos,
sócios; os políticos reúnem os partidários ao seu redor; os vagabundos
têm contatos; e os príncipes, cortesãos – mas só as pessoas virtuosas
têm amigos."
(Voltaire)
(Voltaire)
"O que se aprende na maturidade não são coisas simples, como adquirir habilidades e informações. Aprende-se a não voltar a ter condutas autodestrutivas, a não desperdiçar energia por conta da ansiedade. Descobre-se como dominar as tensões e que o ressentimento e a autocomiseração são duas das drogas mais tóxicas. Aprende-se que o mundo adora o talento, mas recompensa o caráter. Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nosso favor nem contra nós, mas absortas em si mesmas. Aprende-se, finalmente, que, por maior que seja nosso empenho em agradar aos demais, sempre haverá pessoas que não nos amam. Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora."
John W. Gardner - “Renovação Pessoal”
Credo do Samurai
Não tenho pais;
faço do céu e da terra meus pais.
Não tenho poder divino;
faço da honra a minha força.
Não tenho recursos;
faço da humildade o meu apoio.
Não o dom da magia;
faço da minha força de vontade o meu poder mágico.
Não tenho vida nem morte;
faço do Eterno minha vida e minha morte.
Não tenho corpo;
faço da coragem meu corpo.
Não tenho olhos;
faço do brilho do raio os meus olhos.
Não tenho orelhas;
faço do bom senso as minhas orelhas.
Não tenho membros;
faço da vivacidade os meus membros.
faço do céu e da terra meus pais.
Não tenho poder divino;
faço da honra a minha força.
Não tenho recursos;
faço da humildade o meu apoio.
Não o dom da magia;
faço da minha força de vontade o meu poder mágico.
Não tenho vida nem morte;
faço do Eterno minha vida e minha morte.
Não tenho corpo;
faço da coragem meu corpo.
Não tenho olhos;
faço do brilho do raio os meus olhos.
Não tenho orelhas;
faço do bom senso as minhas orelhas.
Não tenho membros;
faço da vivacidade os meus membros.
"É humano -e sábio- temer o desconhecido, ficar ao menos um pouco
apreensivo ao embarcar em uma aventura. No entanto, é somente com as
aventuras que aprendemos coisas importantes."
E provável que nossos momentos mais sublimes ocorram quando nos sentimos profundamente abatidos, infelizes ou descontentes. É somente nesses momentos que, movidos pela insatisfação, seremos capazes de sair da trilha já percorrida e buscar respostas mais verdadeiras em outros caminhos.
Assim como o pescador de pérolas prende uma pedra na cintura e desce ao
fundo do mar para buscá-las, cada um de nós deve se munir de desapego,
mergulhar dentro de si mesmo e encontrar sua pérola.
A palavra japonesa wabi-sabi define a arte da imperfeição: no que é
incompleto, irregular e antigo existem vida e beleza, pois aí está
contido o desejo que a natureza tem de aprimorar a si mesma.
SE A CONSCIÊNCIA NOS TORNA HUMANOS, a imperfeição também é um traço
distintivo de nossa espécie. Passamos mais tempo reparando erros do que
construindo coisas de valor.
Os cínicos costumam se esconder por trás da maldade do mundo para dar
asas à própria perversão. No entanto, os atos alheios nunca justificam os nossos.
Qualquer pessoa pode ficar
chateada e isso é muito fácil. Mas ficar aborrecido com a pessoa certa,
no grau adequado, no momento oportuno, com o propósito justo e da forma
correta, isso, certamente, não é tão fácil. - Aristóteles
A fábula de Ícaro só demonstra que a cera não é um bom material para quem quer se aproximar do Sol. Deveriam ter trabalhado mais na fabricação das asas.
"Não podemos substituir amor,
delicadeza, ternura nem companheirismo por coisas materiais. Dinheiro
não substitui ternura, poder não substitui caráter.
Quando mais se precisa dos sentimentos que nos faltam, nem dinheiro nem poder nos podem dá-los, não importa quanto dinheiro ou poder possuímos."
Quando mais se precisa dos sentimentos que nos faltam, nem dinheiro nem poder nos podem dá-los, não importa quanto dinheiro ou poder possuímos."
A felicidade consiste em fazer as pessoas felizes!
“A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.” – Nietzsche
“A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.” – Nietzsche
"A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura" (Nietzsche)
• A pessoa mais rica é aquela cujos prazeres são os menos dispendiosos.
• Nossa civilização consiste em milhões de seres vivendo juntos, num espaço restrito, em total solidão.
• A natureza é o único local onde um ser humano pode se encontrar consigo mesmo.
• As coisas não mudam – nós mudamos.
• Seguir a trilha dos próprios sonhos e viver a vida que desejamos é garantia de sucesso.
• Investir em bondade é o melhor negócio que você pode fazer.
• Nossa civilização consiste em milhões de seres vivendo juntos, num espaço restrito, em total solidão.
• A natureza é o único local onde um ser humano pode se encontrar consigo mesmo.
• As coisas não mudam – nós mudamos.
• Seguir a trilha dos próprios sonhos e viver a vida que desejamos é garantia de sucesso.
• Investir em bondade é o melhor negócio que você pode fazer.
Felicidade...
A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver
num estado de confusão e agitação, os bens materiais não vão lhe
proporcionar felicidade. Felicidade significa Paz de Espírito. A
Felicidade que buscamos só pode ser alcançada pela purificação de nossas
mentes. - Dalai Lama.
Segredos de um Sábio - NIETZSCHE
- Evite todas as fontes de energia negativa, sejam elas pessoas, lugares ou hábitos.
- Analise tudo de todos os ângulos possíveis.
- Desfrute a vida hoje: o ontem já se foi e o amanhã talvez nunca chegue.
- A família e os amigos são tesouros ocultos – usufrua essas riquezas.
- Persiga seus sonhos.
- Ignore aqueles que tentaram desanimá-lo.
- Simplesmente faça.
- Continue tentando, por mais difícil que pareça, porque logo ficará mais fácil.
- A prática leva ao aperfeiçoamento.
- Quem desiste nunca ganha; quem ganha nunca desiste.
- Leia, estude e aprenda tudo o que for importante na vida.
- Deseje, mais que tudo no mundo, o que você quer que aconteça.
- Busque a excelência em tudo que faz.
- Corra trás de seus objetivos – lute por eles!
terça-feira, 12 de março de 2013
Nutrir o corpo é importante; a mente e o espírito, imprescindível...
Ao contemplarmos o próprio semblante nos reflexos do mundo podemos
fazer um mapeamento aproximado de como estamos conduzindo nossas vidas,
interiormente. Vale a pena "perder" alguns instantes nesta tarefa, pois
aí estão delineados os traços que nos aproximam ou nos afastam dos
outros; de nós mesmos, em essência.
Qualidade de vida
A qualidade de vida depende da qualidade de suas emoções e sentimentos. Para uma vida melhor:
(1) Olhe sempre para dentro, cheque seu próprio mecanismo interno;
(2) Sente-se em solitude, diga para sua mente sobre a necessidade de cultivar uma atitude positiva;
(3) Convença sua mente a concordar com seu novo propósito;
(4) Relembre as razões para mudar de negativo para positivo, de inflexível para flexível;
(5) Semeie ingredientes positivos no campo da mente e nutra-os diariamente.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Estilos
Folclore -
são as danças criadas pela comunidade, carregadas de símbolos e
significados conectados ao cotidiano deste grupo, nação ou país. Por
exemplo, Raks Baladi, Raks Al Shemadan, Tahtib, Dabke, Guedra, Al Nasha'ar.
Performance artística -
É a forma teatral de interpretar as manifestações folclóricas e de
criar novos estilos direcionados ao contexto do espetáculo, são elas a Dança do Ventre, American Tribal Belly Dance e Tribal Fusion.
Dentro da categoria Dança do Ventre,
há uma diversidade de estilos diferenciados pelas tradições culturais
(Egípcia, Turca, Libanesa, Marroquina, Armênia, Grega...) . Cada país tem suas raízes folclóricas que serviram de ferramenta criativa na formação dos estilos de Dança do Ventre.
Dança do Ventre Egípcia
Baladi (folclore) -
Dança feminina egípcia presenta nas celebrações de casamento e outras
festas familiares. É estruturada na improvisação e os movimentos estão
concentrados no quadril. Não há grandes deslocamentos, poses marcadas ou
acentuação com braços, cabelos etc...
Raks Sharq (performance artistica) -
É a versão da dança Baladi estruturada para o palco, televisão, ou
seja, para o espetáculo. A partir dos elementos da dança tradicional uma
nova estrutura foi criada, incluindo regras das danças ocidentais, como
Ballet Clássico, Dança Moderna e o Jazz. O Raks Sharq é considerado como estilo clássico da dança do ventre. Para este estilo foram compostas uma infinidade de obras orquestradas.
Em ambos Baladi e Sharq a progressão musical utiliza o Taqsim, improvisação melódica e o Mawal, Improvisação cantada.
A palavra árabe Sha'abi significa folclo re. Por muitos anos foi utilizado para identificar as danças foclóricas, também chamadas de Baladi. Sha'abi e Baladi estão conectados por serem dois termos ligados ao que é popular, característico ao povo egípcio.
Não está errado chamar danças foclóricas egípcias de Sha'abi, mas, atualmente essa mesma palavra é utilizada para um gênero musical. O Sha'abi gênero
musical é uma reformulação da música foclórica para o contexto atual da
sociedade egípcia e voltado para uma outra realidade, das rádios, da TV
e miscigenando com o contexto da Raks Sharq.
Sha'abi atualmente pode ser chamado de estilo pop, pois mais do que folclórico é o tradicional mais as influências de uma sociedade contemporânea. Dentro do Sha'abi existe a improvisação cantada, o Mawal. Bailarinas com Dina e Randa são perfeitas para exemplificar o Sha'abi estilo de dança.
Mas, quando elas dançam uma composição clássica, por exemplo Oum Kulthum, a forma como elas interpretam alguns coreógrafos e professoras classificam como Baladi Moderno.
domingo, 27 de janeiro de 2013
O primeiro vôo bem sucedido de um balão
de ar quente foi o da “passarola” construída por Bartolomeu de Gusmão,um
português nascido no Brasil colonial que alçou vôo em 8 de agosto de1709
na corte de Dom João V de Portugal,em Lisboa.A experiência teria
falhado apesar do inventoter se elevado acima do solo durante alguns
momentos. “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão.O segundo vôo humano de
que se tem noticia foi realizado em Paris,em 1783.Um doutor
,Jean-François e um nobre,François Laurent ,fizeram um vôo livre numa
maquina:eles voaram por 8 kmem um balão de ar quente inventado pelos
irmãos Montgolfier,fabricantes de papel.O ar dentro dacâmara de ar do
balão era aquecido por uma fogueira de madeira.O curso a ser tomado por
tal balãoera incontrolável.Os vôos bem sucedidos dos balões dos
Montgolfier fizeram com que o balonismose tornasse muito comum na Europa
ao longo do século XVIII.Mais tarde alguns balonistassubstituíram o ar
quente por hidrogênio,que é mais leve,mas também altamente
inflamável.Noséculo XIX,em 1852,o dirigível foi inventado.O dirigível é
uma máquina mais leve do que o ar coma diferença que ,ao contrário do
balão,seu curso pode ser controlado através do uso de lemes e demotores á
vapor.Ao longo do fim do século XIX e nas primeiras décadas do século
XX,o dirigívelfoi uma opção séria e confiável de transporte.O dirigível
chegou,inclusive,a ser usado na PrimeiraGuerra Mundial para efetuar
bombardeios. Dirigível inventado por Henri Giffard em 1852.
1.1 Aeronaves mais pesadas que o ar
Com a invenção do Balão e do dirigível,os inventores passaram a tentar criar uma máquina mais pesada do que o ar que fosse capaz de voar por meios próprios.Primeiramente vieram os planadores maquinas capazes de sustentar vôo controlado por algumtempo.Um dos primeiros planadores modernos a serem construídos,nos EUA,foi construído por John Montgomery,que voou em sua máquina em 28 de agosto de 1883,em vôo controlado.
1.2 Aviões
Orville e Wilbur Wright,os irmãos Wright
Durante a década de 1890 os Irmãos Wright(construtores de bicicletas) tornaram-se obcecados pelaaviação,especialmente com a idéia de fabricar e voar em uma aeronave mais pesada que o ar motorizada.Na época eles administravam uma fabrica de bicicletas em Dayton,Ohio,EUA.Osirmãos passaram a ler e estudar livros e documentos relacionados com aviação.Começaram primeiramente a fabricar planadores em 1899.Após vários testes e vôos de planeio,os irmãosdecidiram tentar fabricar um avião mais pesado do que o ar,em 1902. Os irmãos Wright foram a primeira equipe a realizar testes sérios para tentar solucionar problemas aerodinâmicos,comocontrolabilidade e de potência que afligiam os aviões fabricados na época.Para um vôo bemsucedido,a potência do motor e o controle da aeronave seriam essenciais,e precisariam ser bemcontrolados ao mesmo tempo.O avião fabricado pelos irmãos Wright chamava-se Flyer(voador),um biplano.O piloto ficavadeitado na asa inferior do avião.O motor localizava-se á direita do piloto,e fazia girar duas héliceslocalizadas entre as asas.O sistema de wing warping consistia em cordas atadas ás pontas da asasque podiam ser puxadas ou afrouxadas pelo piloto,assim podendo fazer o avião girar em seu eixolongitudinal ou no seu eixo vertical,permitindo o controle do avião ao comando do piloto.O flyer foi o primeiro avião registrado na história da aviação dotado de manobralidade longitudinal evertical.Em 17 de dezembro de 1903,numa praia da Carolina do Norte,os irmãos Wright efetuaramaquele que seria o primeiro vôo de um aparelho motorizado e mais pesado que o ar. Utililizaramtrilhos para manter a aeronave em seu trajeto,pois esta não tinha rodas,mas um par de patins,o Flyer ganhou altitude após o fim dos trilhos,alçando uma altura máxima de 37 metros de altura,evelocidade media de 48 km/h.O tempo de vôo foi de 12 segundos.Após este,os irmãos Wrightrealizaram diversos vôos(mais de 105),a maioria com poucas testemunhas.A partir de 1910 osaviões dos irmãos Wright já não precisariam mais definitivamente da catapulta para alçar vôo.6
Santos Dumont
O brasileiro Alberto Santos-Dumont era fascinado por maquinas.Em 1891,visitando Paris emcompanhia de seu pai,teve contato com os primeiros motores a explosão interna.Em 1897 fez seus primeiros vôos como passageiro de balão livre em Paris e,no ano seguinte,projetou seu próprio balão.Santos Dumont projetou ainda diversos modelos de dirigíveis.Mas em 23 de outubro de1906,Santos Dumont realizou um vôo publico em Paris,em seu famoso avião 14-bis.Esta aeronaveusava o mesmo sistema de wing-warping usado nas aeronaves dos Wright,e percorreu uma distanciade 221 metros. Vôo do 14-bis em 12 de novembro de 1906.O 14-bis ao contrario do Flyer dos irmãos Wright,não precisava de trilhos,catapultas ou ventoscontrários para alçar vôo,bem como teve muita cobertura da imprensa e de aviadores,é considerado por vários especialistas em aviação como o primeiro vôo bem sucedido de um avião.Após o 14- bis ,Santos Dumont inventaria o primeiro ultraleve,o Demoiselle,a última aeronave desenvolvida por ele.O primeiro vôo bem-sucedido e registrado de um helicóptero foi realizado em 1907,por PaulCornu,na França.embora o primeiro helicóptero de uso pratico tenha sido o Focker FA-61,defabricação alemã,em 1936.
1.1 Aeronaves mais pesadas que o ar
Com a invenção do Balão e do dirigível,os inventores passaram a tentar criar uma máquina mais pesada do que o ar que fosse capaz de voar por meios próprios.Primeiramente vieram os planadores maquinas capazes de sustentar vôo controlado por algumtempo.Um dos primeiros planadores modernos a serem construídos,nos EUA,foi construído por John Montgomery,que voou em sua máquina em 28 de agosto de 1883,em vôo controlado.
1.2 Aviões
Orville e Wilbur Wright,os irmãos Wright
Durante a década de 1890 os Irmãos Wright(construtores de bicicletas) tornaram-se obcecados pelaaviação,especialmente com a idéia de fabricar e voar em uma aeronave mais pesada que o ar motorizada.Na época eles administravam uma fabrica de bicicletas em Dayton,Ohio,EUA.Osirmãos passaram a ler e estudar livros e documentos relacionados com aviação.Começaram primeiramente a fabricar planadores em 1899.Após vários testes e vôos de planeio,os irmãosdecidiram tentar fabricar um avião mais pesado do que o ar,em 1902. Os irmãos Wright foram a primeira equipe a realizar testes sérios para tentar solucionar problemas aerodinâmicos,comocontrolabilidade e de potência que afligiam os aviões fabricados na época.Para um vôo bemsucedido,a potência do motor e o controle da aeronave seriam essenciais,e precisariam ser bemcontrolados ao mesmo tempo.O avião fabricado pelos irmãos Wright chamava-se Flyer(voador),um biplano.O piloto ficavadeitado na asa inferior do avião.O motor localizava-se á direita do piloto,e fazia girar duas héliceslocalizadas entre as asas.O sistema de wing warping consistia em cordas atadas ás pontas da asasque podiam ser puxadas ou afrouxadas pelo piloto,assim podendo fazer o avião girar em seu eixolongitudinal ou no seu eixo vertical,permitindo o controle do avião ao comando do piloto.O flyer foi o primeiro avião registrado na história da aviação dotado de manobralidade longitudinal evertical.Em 17 de dezembro de 1903,numa praia da Carolina do Norte,os irmãos Wright efetuaramaquele que seria o primeiro vôo de um aparelho motorizado e mais pesado que o ar. Utililizaramtrilhos para manter a aeronave em seu trajeto,pois esta não tinha rodas,mas um par de patins,o Flyer ganhou altitude após o fim dos trilhos,alçando uma altura máxima de 37 metros de altura,evelocidade media de 48 km/h.O tempo de vôo foi de 12 segundos.Após este,os irmãos Wrightrealizaram diversos vôos(mais de 105),a maioria com poucas testemunhas.A partir de 1910 osaviões dos irmãos Wright já não precisariam mais definitivamente da catapulta para alçar vôo.6
Santos Dumont
O brasileiro Alberto Santos-Dumont era fascinado por maquinas.Em 1891,visitando Paris emcompanhia de seu pai,teve contato com os primeiros motores a explosão interna.Em 1897 fez seus primeiros vôos como passageiro de balão livre em Paris e,no ano seguinte,projetou seu próprio balão.Santos Dumont projetou ainda diversos modelos de dirigíveis.Mas em 23 de outubro de1906,Santos Dumont realizou um vôo publico em Paris,em seu famoso avião 14-bis.Esta aeronaveusava o mesmo sistema de wing-warping usado nas aeronaves dos Wright,e percorreu uma distanciade 221 metros. Vôo do 14-bis em 12 de novembro de 1906.O 14-bis ao contrario do Flyer dos irmãos Wright,não precisava de trilhos,catapultas ou ventoscontrários para alçar vôo,bem como teve muita cobertura da imprensa e de aviadores,é considerado por vários especialistas em aviação como o primeiro vôo bem sucedido de um avião.Após o 14- bis ,Santos Dumont inventaria o primeiro ultraleve,o Demoiselle,a última aeronave desenvolvida por ele.O primeiro vôo bem-sucedido e registrado de um helicóptero foi realizado em 1907,por PaulCornu,na França.embora o primeiro helicóptero de uso pratico tenha sido o Focker FA-61,defabricação alemã,em 1936.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
COMO NASCEU A ALEGRIA (Rubem Alves)
Você pode
não acreditar, mas é verdade: muitos anos atrás a
terra era um jardim maravilhoso. É que os anjos,
ajudados pelos elefantes, regavam tudo, com regadores
cheios de água que eles tiravam das nuvens. Esta era a
sua primeira tarefa, todo dia. Se esquecessem, todas
as plantas morreriam, secas, estorricadas... Para que
isso não acontecesse, Deus chamou o galo e lhe disse:
- Galo, logo que o sol aparecer, bem cedinho, trate de cantar bem alto para que os anjos e os elefantes acordem...
E é por isto que, ainda hoje, os galos cantam de manhã...
- Galo, logo que o sol aparecer, bem cedinho, trate de cantar bem alto para que os anjos e os elefantes acordem...
E é por isto que, ainda hoje, os galos cantam de manhã...
Flores havia aos
milhares. Todas eram lindas. Mas, infelizmente, todas
elas eram igualmente vaidosas e cada uma pensava ser a
mais bela.
E, exibindo as suas pétalas, umas para as outras, elas se perguntavam, sem parar:
- Não sou a mais linda de todas?
Até pareciam a madrasta da Branca de Neve. Por causa da vaidade, nenhuma delas ouvia o que as outras diziam e nem percebiam que todas eram igualmente belas.
Por isso, todas ficavam sem resposta.
E eram, assim, belas e infelizes.
No meio de tanta beleza infeliz, entretanto, certo dia uma coisa inesperada aconteceu. Uma florinha, que estava crescendo dentro de um botão, e que deveria ser igualmente bela e infeliz, cortou uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A florinha nem ligou e vivia muito feliz com sua pétala partida. Ela não doía. Era uma pétala macia. Era amiga.
E, exibindo as suas pétalas, umas para as outras, elas se perguntavam, sem parar:
- Não sou a mais linda de todas?
Até pareciam a madrasta da Branca de Neve. Por causa da vaidade, nenhuma delas ouvia o que as outras diziam e nem percebiam que todas eram igualmente belas.
Por isso, todas ficavam sem resposta.
E eram, assim, belas e infelizes.
No meio de tanta beleza infeliz, entretanto, certo dia uma coisa inesperada aconteceu. Uma florinha, que estava crescendo dentro de um botão, e que deveria ser igualmente bela e infeliz, cortou uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A florinha nem ligou e vivia muito feliz com sua pétala partida. Ela não doía. Era uma pétala macia. Era amiga.
Até que ela começou a
notar que as outras flores a olhavam com olhos
espantados. E percebeu, então, que era diferente.
- Por que é que as outras flores me olham assim, papai, com tanto espanto, olhos tão fixos na minha pétala...?
- Por que será? Que é que você acha?, perguntou o pai.
- Por que é que as outras flores me olham assim, papai, com tanto espanto, olhos tão fixos na minha pétala...?
- Por que será? Que é que você acha?, perguntou o pai.
Na verdade, ele bem
sabia de tudo. Mas ele não queria dizer. Queria que a
florinha tivesse coragem para olhar para as vaidosas e
amar a sua pétala.
- Acho que é porque
eu sou meio esquisita..., a florinha respondeu.
E ela foi ficando
triste, triste... Não por causa da sua pétala rachada,
mas por causa dos olhos das outras flores.
- Já estou cansada de
explicar. Eu nasci assim... Mas elas perguntam,
perguntam, perguntam...
Até que ela chorou.
Coisa que nunca tinha acontecido com as flores belas e infelizes.
A terra levou um susto quando sentiu o pingo de uma lágrima quente, porque as outras flores não choravam.
E ela chamou a árvore e lhe contou baixinho:
- A florinha está chorando.
E a terra chorou também.
Coisa que nunca tinha acontecido com as flores belas e infelizes.
A terra levou um susto quando sentiu o pingo de uma lágrima quente, porque as outras flores não choravam.
E ela chamou a árvore e lhe contou baixinho:
- A florinha está chorando.
E a terra chorou também.
A árvore chamou os pássaros e lhes contou o que estava acontecendo. E, enquanto falava, foi murchando, esticando seus galhos num longo lamento, e continua a chorar até hoje, à beira dos rios e dos lagos, aquela árvore triste que tem o nome de chorão. E das pontas dos seus galhos correram as lágrimas que se transformaram num fiozinho de água...
Os pássaros voaram
até as nuvens.
- Nuvens, a florinha está chorando.
- Nuvens, a florinha está chorando.
E choraram lágrimas
que se transformaram em pingos de chuva...
As nuvens choraram também, juntando-se aos pássaros numa chuva enorme, choro do céu.
As lágrimas das nuvens molharam as camisolas dos anjinhos que brincavam no céu macio. E quiseram saber o que estava acontecendo. E quando souberam que a florinha estava chorando, choraram também...
As nuvens choraram também, juntando-se aos pássaros numa chuva enorme, choro do céu.
As lágrimas das nuvens molharam as camisolas dos anjinhos que brincavam no céu macio. E quiseram saber o que estava acontecendo. E quando souberam que a florinha estava chorando, choraram também...
E Deus, que era uma
flor, começou a chorar também.
E a sua dor foi tão grande que, devagarinho, como se fosse espinho, ela foi cortando uma de suas pétalas.
E a sua dor foi tão grande que, devagarinho, como se fosse espinho, ela foi cortando uma de suas pétalas.
E Deus ficou tal e
qual a florinha.
E aquele choro todo,
da terra, das árvores, dos pássaros, dos anjos, de Deus,
virou chuva, como nunca havia caído.
O sol, sempre amigo e brincalhão, não agüentou ver tanta tristeza. Chorou também. E a sua boca triste virou o arco-íris...
O sol, sempre amigo e brincalhão, não agüentou ver tanta tristeza. Chorou também. E a sua boca triste virou o arco-íris...
E as chuvas viraram
rios e os rios viraram mares. Nos rios nasceram peixes
pequenos. Nos mares apareceram os peixes grandes.
A florinha abriu os olhos e se espantou com todo aquele reboliço. Nunca pensou que fosse tão querida. E a sua tristeza foi virando, lá dentro, uma espécie de cócegas no coração, e sua boca se entortou para cima, num riso gostoso...
A florinha abriu os olhos e se espantou com todo aquele reboliço. Nunca pensou que fosse tão querida. E a sua tristeza foi virando, lá dentro, uma espécie de cócegas no coração, e sua boca se entortou para cima, num riso gostoso...
E foi então que
aconteceu o milagre.
As flores belas e infelizes não tinham perfume, porque nunca riam. Quando a florinha sorriu, pela primeira vez, o perfume bom da flor apareceu. O perfume é o sorriso da flor.
E o perfume foi chamando bichos e mais bichos...
Vieram as abelhas... Vieram os beija-flores... Vieram as borboletas... Vieram as crianças. Um a um, beijaram a única flor perfumada, a flor que sabia sorrir. E sentiram, pela primeira vez, que a florinha, lá dentro do seu sorriso, era doce, virava mel...
As flores belas e infelizes não tinham perfume, porque nunca riam. Quando a florinha sorriu, pela primeira vez, o perfume bom da flor apareceu. O perfume é o sorriso da flor.
E o perfume foi chamando bichos e mais bichos...
Vieram as abelhas... Vieram os beija-flores... Vieram as borboletas... Vieram as crianças. Um a um, beijaram a única flor perfumada, a flor que sabia sorrir. E sentiram, pela primeira vez, que a florinha, lá dentro do seu sorriso, era doce, virava mel...
Esta é a estória do
nascimento da alegria.
De como a tristeza
saiu do choro, do choro surgiu o riso e o riso virou
perfume.
A florinha não se esqueceu de sua pétala partida. Só que, deste dia em diante, ela não mais sofria ao olhar para ela, mas a agradava, como boa amiga.
Quanto aos regadores dos anjos, nunca mais foram usados.
De vez em quando, olhando para as nuvens, a gente vê um deles, guardado lá dentro, já velho e coberto de teias de aranha... Enquanto a florinha de pétala partida estiver neste mundo, a chuva continuará a cair e o brinquedo de roda em volta do seu sorriso e do seu perfume não terá fim...
(Rubem Alves)
A florinha não se esqueceu de sua pétala partida. Só que, deste dia em diante, ela não mais sofria ao olhar para ela, mas a agradava, como boa amiga.
Quanto aos regadores dos anjos, nunca mais foram usados.
De vez em quando, olhando para as nuvens, a gente vê um deles, guardado lá dentro, já velho e coberto de teias de aranha... Enquanto a florinha de pétala partida estiver neste mundo, a chuva continuará a cair e o brinquedo de roda em volta do seu sorriso e do seu perfume não terá fim...
(Rubem Alves)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Contos do Leste
O Rei Sábio – Khalil Gibranz
UMA VEZ, governava a distante cidade de Wirani um Rei, que era poderoso e sábio. E era temido por seu poder e amado por sua sabedoria.
Ora, no coração daquela cidade havia um poço cuja água era fria e cristalina, e dela bebiam todos os habitantes, até mesmo o Rei e seus cortesãos; porque não havia outro poço.
Uma noite, quando todos dormiam, uma feiticeira entrou na cidade e verteu no poço sete gotas de um líquido estranho e disse: “Doravante, quem beber desta água ficará louco”.
Na manhã seguinte, todos os habitantes, menos o Rei e seu lorde Camarista, beberam da água do poço e ficaram loucos, tal como a feiticeira tinha predito.
E durante aquele dia, os habitantes, nas ruas estreitas e nos mercados, não faziam senão sussurrar, uns aos outros: “O Rei está louco. Nosso Rei e seu Lorde Camarista perderam a razão. Naturalmente não podemos ser governados por um Rei louco. Precisamos destroná-lo”.
Naquela noite, o Rei mandou que enchessem com água do poço uma taça dourada. E quando lha trouxeram, dela bebeu copiosamente, e deu a beber ao seu Lorde Camarista.
E houve grande regozijo naquela distante cidade de Wirani, porque o Rei e o Lorde Camarista tinham recuperado a razão.
Nasrudin vai correndo até sua casa e volta com uma corda com um gancho de ferro amarrado na ponta. Sem demora, atira a corda dentro do poço, dizendo de forma encorajadora: "Vamos, lua, agarre firme que já vou puxá-la para fora daí." Infelismente, a corda fica presa numa pedra grande no fundo do poço e Nasrudin precisa puxar com toda sua força. "Ufa!"pensa com seus botões. "Mas como a lua é pesada!"
De repente, a corda se solta num tranco e Nasrudin cai de costas no chão. Quando consegue recuperar o fôlego, ainda estendido no chão, ele se depara com a lua no céu, brilhando no meio das estrelas.
"Não foi nada fácil, mas conseguimos!" diz Nasrudin, dirigindo-se à lua. "Que sorte a sua eu ter chegado bem a tempo de poder ajudá-la! Foi um prazer estar a seu serviço. Adeus, lua, e boa noite!"
UMA VEZ, governava a distante cidade de Wirani um Rei, que era poderoso e sábio. E era temido por seu poder e amado por sua sabedoria.
Ora, no coração daquela cidade havia um poço cuja água era fria e cristalina, e dela bebiam todos os habitantes, até mesmo o Rei e seus cortesãos; porque não havia outro poço.
Uma noite, quando todos dormiam, uma feiticeira entrou na cidade e verteu no poço sete gotas de um líquido estranho e disse: “Doravante, quem beber desta água ficará louco”.
Na manhã seguinte, todos os habitantes, menos o Rei e seu lorde Camarista, beberam da água do poço e ficaram loucos, tal como a feiticeira tinha predito.
E durante aquele dia, os habitantes, nas ruas estreitas e nos mercados, não faziam senão sussurrar, uns aos outros: “O Rei está louco. Nosso Rei e seu Lorde Camarista perderam a razão. Naturalmente não podemos ser governados por um Rei louco. Precisamos destroná-lo”.
Naquela noite, o Rei mandou que enchessem com água do poço uma taça dourada. E quando lha trouxeram, dela bebeu copiosamente, e deu a beber ao seu Lorde Camarista.
E houve grande regozijo naquela distante cidade de Wirani, porque o Rei e o Lorde Camarista tinham recuperado a razão.
O Velho que Nunca Amou - Sufi
Conta-se
que um elevado e santo mestre falava a uma grande e atenta plateia.
Todos os presentes, velhos ou jovens, estavam fascinados com suas
palavras.
No auge deste encanto, quando o seu discurso a todos deslumbrava, entrou um fumador de ópio, e com a fala algo arrastada disse:
- Mestre, perdi o meu burro. Ajuda-me a encontrá-lo.
- Tem um pouco de paciência meu filho, eu vou achá-lo – respondeu-lhe o mestre enquanto continuava a falar para a plateia.
Após algum tempo, enquanto discursava, perguntou aos presentes:
- Existe alguém aqui entre nós que nunca amou?
Depois de um ligeiro silêncio houve um velho que se levantou e disse:
-
Eu nunca amei ninguém, desde a minha mais remota juventude. Nunca o
fogo da paixão consumiu minha alma. Para que a minha mente não se
confundisse, nunca deixei o amor ocupar meu coração.
Então, o venerado mestre voltou-se para o fumador de ópio que pouco antes o havia interrompido e disse-lhe:
- Aqui tens, meu filho, vê, acabo de achar o teu burro! Pega nele e leva-o daqui.
As Sonâmbulas - Gibran Khalil Gibran
Na cidade onde nasci, viviam uma mulher e sua filha; e ambas eram sonâmbulas.
Uma noite, quando o silêncio envolvia o mundo, a mulher e a filha,
caminhando a dormir, encontraram-se no seu jardim, meio velado pela
neblina.
E a
mãe falou: "Por fim, minha inimiga! Aquela por quem minha juventude foi
destroçada, que construiu sua vida sobre as ruínas da minha! Pudesse eu
matá-la."
E a
filha falou: "Ó odiosa mulher, velha e egoísta, que se antepõe entre
mim e meu Eu livre! Que gostaria de fazer de minha vida um eco de sua
vida fanada! Quem dera estivesses morta!"
Nesse momento, um galo cantou, e ambas as mulheres acordaram. A mãe
perguntou ternamente: "És tu, querida?" E a filha respondeu ternamente:
"Sim, querida."
A Lua no Poço - Nasrudin
Uma
noite clara e enluarada, Nasrudin vai ao poço tirar água. Ao olhar para
baixo, vê o reflexo da lua brilhando na água. "Nossa!", exclama. "A
pobre da lua caiu dentro da água! Espere, lua, que já vou tirá-la daí!"Nasrudin vai correndo até sua casa e volta com uma corda com um gancho de ferro amarrado na ponta. Sem demora, atira a corda dentro do poço, dizendo de forma encorajadora: "Vamos, lua, agarre firme que já vou puxá-la para fora daí." Infelismente, a corda fica presa numa pedra grande no fundo do poço e Nasrudin precisa puxar com toda sua força. "Ufa!"pensa com seus botões. "Mas como a lua é pesada!"
De repente, a corda se solta num tranco e Nasrudin cai de costas no chão. Quando consegue recuperar o fôlego, ainda estendido no chão, ele se depara com a lua no céu, brilhando no meio das estrelas.
"Não foi nada fácil, mas conseguimos!" diz Nasrudin, dirigindo-se à lua. "Que sorte a sua eu ter chegado bem a tempo de poder ajudá-la! Foi um prazer estar a seu serviço. Adeus, lua, e boa noite!"
O Credo do Amor - Rumi
Um dirigiu-se a porta da amada e bateu. Uma voz perguntou: 'Quem está aí?'
Ele respondeu: 'Sou Eu.'
Disse a voz: 'Não há lugar para Mim e para Ti.'
Fechou-se a
porta. Após um ano de solidão e privações, ele voltou e bateu. Uma voz
vinda de dentro perguntou: 'Quem está aí? '
O Homem disse: 'És Tú.'
A porta abriu-se para ele.
A Maneira de Dizer as Coisas - Sufi
Certa ocasião, o sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho.
Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente! - gritou o sultão, enfurecido.
Como te atreves a dizer-me semelhante coisa?
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.
Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada.
O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível !
A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito.
Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...
Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho.
Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente! - gritou o sultão, enfurecido.
Como te atreves a dizer-me semelhante coisa?
Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.
Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:
- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada.
O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:
- Não é possível !
A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito.
Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...
Aprendendo a Conversar com Deus - Nasrudin
Nasrudin
aprendeu como pedir
Nasrudin,
certa vez, estava sem um burrico que o ajudasse em seus afazeres.
Desesperado, sem ter meios de encontrar um, começou a
orar, pedindo a Deus que lhe enviasse um burrico. Rezou por algum tempo
e, certo dia, ao andar por uma estrada, deparou-se com um homem montado
num burrico e atrás estava um outro burrico mais jovem.
Nasrudin aproximou-se do homem e este lhe disse:
- Mas que vergonha, eu estou trazendo um burrico de tão
longe, estamos todos esgotados, e aqui está este homem descansado, sem
fazer nada!
E ameaçando-o com uma espada, completou:
- Vamos! Coloque o burrico nas suas costas e venha
comigo até a próxima cidade!’
Nasrudin, com medo não disse nada, simplesmente
colocou o burrico em suas costas e seguiu o homem. Andaram por várias
horas e Nasrudin estava exausto de tanto peso. Ao entardecer, chegaram
na cidade mais próxima e o homem simplesmente fez Nasrudin descer o
burrico das suas costas e seguiu adiante, sem sequer agradecer.
Nasrudin ergueu os seus olhos para o céu e disse:
- Está bem, Deus. Aprendi a minha lição. Na próxima
vez serei mais específico...
O Mosquito- Rumi
Você se parece com um mosquito que se crê alguém importante.
Ao ver uma folha de palha flutuando numa poça de urina de asno, levanta a cabeça e diz:
Ao ver uma folha de palha flutuando numa poça de urina de asno, levanta a cabeça e diz:
"Há quanto tempo sonho com um oceano e com um barco! Aqui estão!"
Esta poça de água suja lhe parece profunda e sem limites,
pois seu universo tem o alcance de seus olhos. Tais olhos só vêem
oceanos semelhantes. De repente, o vento faz mover-se a folha de palha,
e nosso mosquito exclama:
"Que grande capitão sou!"
Se o mosquito conhecesse seus limites, seria semelhante a um falcão.
Mas os mosquitos não possuem o olhar do falcão.
Mas os mosquitos não possuem o olhar do falcão.
O Diamante - Sufi
O
Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e ali sentou-se para dormir
debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela
aldeia e diz, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? - pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, num sonho, vi meu Senhor Shiva. Ele me disse que se eu fosse para os arredores da cidade, ao pôr-do-sol, eu encontraria um Hindu, que me daria uma pedra muito grande e preciosa, me fazendo rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta pedra que ele lhe falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; pode levá-la!
E assim falando, ofereceu-lhe a pedra. O homem olhou maravilhado para ela. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo. Pegou, pois, o diamante e foi-se embora.
Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama, sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? - pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, num sonho, vi meu Senhor Shiva. Ele me disse que se eu fosse para os arredores da cidade, ao pôr-do-sol, eu encontraria um Hindu, que me daria uma pedra muito grande e preciosa, me fazendo rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo:
- Provavelmente é desta pedra que ele lhe falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; pode levá-la!
E assim falando, ofereceu-lhe a pedra. O homem olhou maravilhado para ela. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo. Pegou, pois, o diamante e foi-se embora.
Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama, sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:
- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!
O Louco - Gibran
Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas
- as sete máscaras que eu havia confeccionado
e usado em sete vidas -e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma
casa gritou: "É um louco!".
Olhei para cima, pra vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
"Benditos, bendito os ladrões que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura:
a e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual
que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Aconteceu assim:
um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas
- as sete máscaras que eu havia confeccionado
e usado em sete vidas -e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma
casa gritou: "É um louco!".
Olhei para cima, pra vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
"Benditos, bendito os ladrões que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura:
a e a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual
que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
A Dançarina - Gibran
Certa
vez, vieram a corte do príncipe de Birkasha uma dançarina e seus
músicos. Tendo sido admitida na corte, a jovem dançou a música da
flauta, do alaúde e da cítara.
Executou
a dança das chamas e do fogo e a dança das espadas e das lanças. Dançou
as estrelas e o espaço, e, então, dançou a dança das flores ao vento.
Quando terminou, aproximou-se do príncipe e curvou o corpo, em reverência, diante dele. O príncipe ordenou que ela se aproximasse e perguntou-lhe: “Bela
mulher, filha da graça e do encanto, de onde vem sua arte e o que é
este teu poder de comandar todos os elementos em seus ritmos e versos?”
E a dançarina, aproximando-se, curvou novamente o corpo em reverência e respondeu:“Vossa
alteza, sereníssimo senhor, eu não sei a resposta para tuas perguntas.
Somente isto eu sei: a alma do filósofo habita tua mente, a alma do
poeta habita o teu coração e a alma do cantor habita a tua garganta, mas
a alma da dançarina habita o teu corpo inteiro.”
domingo, 28 de outubro de 2012
Indumentária do Egito | a roupa como distinção social e os rituais de beleza da Rainha Cleópatra.
O Egito foi uma das maiores civilizações que já existiram em todos os tempos. Possuíram um grande conhecimento em diversas áreas, ricos em termos de tecnologia, arte e arquitetura. Sendo eles que, notadamente, deram início à medicina, matemática e astrologia. Também tiveram um grande conhecimento na questão estética e não falo apenas das mulheres, mas também dos homens. Os símbolos de vaidade, beleza e ostentação, sempre foram características marcantes desse povo. Até as pessoas de classes sociais mais baixas gostavam de usar vários ornamentos para se embelezar.
Porém, no
Egito, a indumentária – não usarei a palavra moda, pois naquela época
não existia esse conceito, tendo sido introduzido somente a partir do
século XIX – tinha a função de distinguir as pessoas conforme a hierarquia social.
Por ser uma sociedade estruturada por castas, a cultura permaneceu
inalterada durante anos de sua existência, consequentemente, a
vestimenta também manteve-se relativamente sem mudanças entre 3000 a.C. e
1550 a.C. Os egípcios vestiam-se com o mínimo de roupas, em função do
clima. Como dito, a ostentação estava mais envolvidas com os cosméticos e
acessórios, dando grande valor à aparência física.
As castas mais baixas e os escravos, principalmente as mulheres domésticas, andavam quase ou completamente nus [algo que era visto com naturalidade, de certa forma,
como os indígenas. De certa forma]. Já as castas superiores usavam
vestimentas variadas feitas de linho e algodão – consideravam as fibras
animais impuras e, assim proibidas –. Os cortes eram simples e a cor,
natural. Adoravam a transparência que permitia a visão dos belos corpos
que possuíam.
A roupa mais comum e usada por eles era o chanti,
basicamente um pedaço de tecido amarrado na cintura como uma tanga.
Existiam em vários tamanhos e, quanto mais nobre fosse a casta, mais
requintado era [com bordados em ouro e pedras preciosas, pregas e
gomas]. O haik era uma túnica longa, usada na maioria das vezes pelas mulheres. Já o calasiris era
um item basicamente da classe alta, usado tanto por homens quanto por
mulheres. Ele se constituía em uma capa retangular que podia virar
túnica se costurado do lado, feitas de tecidos leves e transparentes
usada por cima do haik ou do chanti. Quando havia drapeados e plissados ressaltava ainda mais os símbolos de riquezas.
Para os adereços, existia o oskh, que era uma gola larga coberta por jóias, cobrindo o peitoral, usado tanto por homens quanto por mulheres; e a kafle, um adereço de cabeça feito em papiro usado pelos nobres e faráos.
(Rei faraó
usando o chanti, oskh e adereços como braceletes e a coroa. A rainha
está vestida com o haik, kalasires, oskh e um adereço de cabeça da
realeza)
A higiene
era outro quesito essencial para os egípcios. Por esse motivo [e por
outros, evidentemente], se houvesse uma infestação de piolhos, cabeças
de ambos os sexo eram raspadas e cobertas depois com perucas.
Um corpo com pelos não era desejável nem para homens, nem para
mulheres. Acreditava-se que perucas eram usadas também pela proteção do
sol e status social, produzidas com folhas vegetais,
linho, palmeira e até mesmo cabelos naturais. Os que mantinham os
cabelos usavam de forma bem características, com os fios enrolados. Já
os guerreiros usavam capacetes de metal em forma de elmos.
As jóias
utilizadas em abundâncias – colares, braceletes, entre outros– eram
considerados indispensáveis, por isso eram colocadas nas sepulturas.
Para o povo eram jóias feitas de vidros, para os nobres, pedras preciosas
não lapidadas. Os faráos usavam peles de leopardo jogadas por cima dos
ombros, para demonstrar poder. Há referências que dizem que nos pés,
somente o faraó e os sacerdotes podiam calçar sandálias
– feitas de papiro –. Mulheres e todo o resto da sociedade, seja rico,
seja pobre, andavam descalços. No entanto, essa afirmação não é bem
estabelecida, pois existem estudiosos que dizem que todos podiam usar,
mas não era algo tão comum na civilização, afirmando ser no Egito em que
nasceram as primeiras sandálias.
Os antigos egípcios davam uma enorme importância para o vestuário, jóias e principalmente os cosméticos,
e às vezes é difícil acreditar que os óleos, aromatizantes, esfoliação,
argila, hena, maquiagem, esmalte entre outros iten [tão comuns e
indispensáveis atualmente], já estiveram presentes numa civilização tão
distante da nossa. A hena já era utilizada para tingir unhas, escurecer cabelos e pintar o corpo. Nos olhos marcados usavam maquiagem preta e sombra verde
E claro: falar de beleza no Egito é falar na rainha Cleópatra,
para quem vaidade era primordial. Como maquiagem, Cleópatra aplicava ao
redor dos olhos o “kohl” preto – ou malaquita verde. A aplicação era
realizada com uma vara feita a partir de materiais como hematita
obsidiana e bronze ou aplicada com rolha da garrafa, alongada em uma
ponta para ser mergulhado na tinta. Suas pálpebras e sobrancelhas também
foram reforçadas com kohl umedecido em pó, aumentando e delineando ainda mais seu olhar.
Ela também explorava matérias-primas curativas, composições como o kyphi e óleos aromáticos. O costume de ungir o corpo com óleo
era uma rotina, ainda mais por causa do tempo seco ao redor do Nilo. Um
dos óleos utilizados era o óleo de ambrette (proveniente das sementes
de plantas Hibiscus) ou óleos provenientes da Grécia. Outro truque de
beleza de Cleópatra era o uso da Aloe Vera na pele e nos cabelos. Era
comum naquela época também o uso do “Bálsamo da Meca” (ou Bálsamo de
Gileade, como é chamado na Bíblia ¬- que é uma goma resinosa da árvore
de “gileadensis Commiphora), que foi usado para tornar a pele macia e
sedosa.
Cleópatra gostava de destacar os lábios com um gel feito a partir de ocre vermelho
e gordura, ou de uma das plantas utilizadas para tingimento. As
bochechas também eram destacadas com um pouco de ocre vermelho e
gordura. Para o realce natural dos seios, massageava-os com um soro
contendo erva-doce e endro – ervas que contêm
fitoestrógenos, hormônios vegetais naturais que imitam o estrogênio, que
é encontrado no corpo de uma mulher-.
E não era somente por estética não, tinha seus motivos de saúde
também. Há uma pesquisa realizada no final de 2009 por pesquisadores do
Museu do Louvre em parceria com o Instituto francês CNRS que dizem que
os produtos usados pela rainha do Egito continham uma pequena quantidade
de sais de chumbo, que preveniam
infecções no olho. A mesma pesquisa afirma que quando alguém tinha
problemas de infecção na região, a maquiagem era usada como remédio.
(Amostra
de um vaso de alabastro. Os sacerdotes egípcios faziam um grande uso de
perfumes para homenagear as divindades que eram colocados nesses vasos.
Era também o perfume que a rainha usava)
Não é atoa
que o Egito foi uma das maiores e mais importante civilizações antigas;
sua história vai além das já grandiosas construções das pirâmides, o
rio Nilo e do enorme poder.
OS DEUSES EGÍPCIOS
Os
deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré
dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram
de verdade, milhares de anos antes de sua criação. Para a cultura do
antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de
complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão
diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si.
Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos. Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o “deus” não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.
Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos. Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o “deus” não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.
OSÍRIS: irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu…). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.
ÍSIS:, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo,reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar (trono) que é o hieróglifo de seu nome.
HÁTOR: personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.
MAÁT: esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.
PTAH:, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é “aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens” e “que criou as artes”. Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se “o superior dos artesãos”. É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).
SEKHMET:, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba ( dizem os textos ) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol… o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria…
ÁPIS:, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.
APÓFIS:, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis a grande serpente.
A
mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente
representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima
descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião
egípcia que perdurou durante milênios.
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