sábado, 27 de outubro de 2012

Viva o Presente Precioso

O presente precioso nada tem haver com sonhos. Quando tiver o presente precioso você se sentirá contente de estar onde está. Você já conhece o presente precioso. Você já sabe onde encontrá-lo. E já sabe como pode fazê-lo feliz. E conheceu melhor quando era um menino. Apenas esqueceu. O presente precioso não é uma coisa que alguém lhe dê. É um presente que vc dá a si
mesmo, o Presente precioso. É bom para mim pensar sobre o passado e aprender com meu passado. Mas não é bom para mim estar no passado. Pois é assim que perco o meu eu. Também é bom pensar sobre o futuro e me preparar para o futuro. Pois é assim, também que perco meu eu. E quando perco o meu eu perco o que é mais precioso para mim. Posso escolher ser feliz agora ou posso tentar ser feliz quando...ou se... Sei que algumas pessoas escolhem receber o presente precioso quando são jovens, outras na meia idade e algumas quando são muito velhas. E há pessoas, tristemente que nunca o fazem. Posso escolher receber o presente precioso sempre que eu quiser. O presente é o que é. E é valioso. Mesmo que eu não saiba porque. Já é justamente como deveria ser. Quando eu vejo o presente, aceito o presente e experimento o presente. Estou bem e estou feliz. A dor é apenas a diferença entre o que é e o que quero que seja. Quando me sinto culpado por meu passado imperfeito, ou me sinto ansioso por meu futuro desconhecido, eu não vivo o presente. Sinto dor e me faço doente. Sou infeliz. Meu passado foi o presente e meu futuro será o presente. O momento presente é a única realidade que eu experimento. Enquanto eu continuar a permanecer no presente, sou feliz por toda a vida. Porque toda vida é sempre o presente. O presente é simplesmente quem sou, apenas como eu sou... Agora, e é precioso. EU SOU O PRESENTE PRECIOSO. Sou....Agora, e é precioso. EU SOU O PRESENTE PRECIOSO.


A Historia do Bambu Chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se ve nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto a partir do bulbo.
Durante cinco anos, todo o crescimento e subterrâneo, invisível a olho nu, mas macica e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra esta sendo construída. Entao, no final de 5 anos, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu:
Muitas coisas na vida pessoal são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e às vezes, nao ve nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará e com ele virão um crescimento e mudancas que você jamais esperava. O bambu chinês nos ensina que nao devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos!
Viver, sonhar, que é um projeto fabuloso, que envolve mudancas de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização. Devemos sempre lembrar do bambu chinês para nao desistir facilmente diante das dificuldades que surgirão. Procure cultivar sempre dois bons habitos em sua vida: a PERSISTÊNCIA E A PACIÊNCIA! pois vc merece alcançar todos os seus sonhos!!! É preciso muita fibra para chegar as alturar e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

Como cai um avião

O avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Mas algo sempre pode dar errado. Quais são os principais riscos de voar? E o que realmente pode acontecer durante um acidente?

por Bruno Garattoni e Sylvia Estrella ( Revista Super Interessante)
"Senhores passageiros, sejam bem-vindos. Em nome da SincereAir, a companhia aérea que só fala a verdade, peço sua atenção para algumas instruções de segurança. Primeiramente, gostaríamos de parabenizar os passageiros que estão sentados no fundo da aeronave - em caso de emergência, sua chance de sobreviver será bem maior. Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deverá ser mantido na posição vertical. Isso porque, em nossa nova e moderna frota de aeronaves, as poltronas da classe econômica são tão apertadas que impedem a eva-cuação da aeronave em caso de emergência. Na verdade, se a segurança fosse nossa maior prioridade, colocaríamos todos os assentos virados para trás. Metade do ar dentro da cabine é reciclado, o que nos ajuda a economizar combustível. Isso poderá reduzir a taxa de oxigênio no seu sangue, mas não costuma ser perigoso - e geralmente causa uma agradável sonolência. Mantenha o cinto de segurança afivelado durante todo o voo - ou você poderá ser vítima de turbulência, que é inofensiva para a aeronave, mas mata 25 passageiros por ano. Lembramos também que o assento de sua poltrona é flutuante. Não que isso tenha muita importância: a probabilidade de sobreviver a um pouso na água com um avião grande é mínima (geralmente a aeronave explode ao bater na água). Obrigada por terem escolhido a SincereAir, e tenham todos uma ótima viagem!"

Nenhuma empresa aérea revelaria verdades como essas. Afinal, mesmo que o avião seja o meio de transporte mais seguro que existe, ele não é (nada é) 100% seguro. A partir de uma série de estudos feitos por especialistas, chegamos às principais causas de acidentes - e descobrimos fatos surpreendentes sobre cada uma delas. Prepare-se para decolar (e cair).


Despressurização Quando as máscaras caem.

Quanto mais alto você está, mais rarefeito é o ar. Com menos resistência do ar, o avião consegue voar muito mais depressa - e gasta bem menos combustível. É por isso que os aviões comerciais voam bem alto, a 11 km de altura. O problema é que, nessa altitude, a pressão atmosférica é muito baixa (veja no infográfico). Não existe ar suficiente para respirar. Por isso, os aviões têm um sistema que comprime o ar atmosférico e joga dentro da cabine: a pressurização. É uma tecnologia consagrada, que estreou na aviação comercial em 1938 (com o Boeing 307). Mas, como tudo na vida, pode falhar. Sabe quando a aeromoça diz que "em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente"? Não assusta muito, né - parece bem menos grave do que uma pane na turbina do avião, por exemplo. Ledo engano. A despressurização pode matar, e rápido. Ao contrário do afogamento ou de outros tipos de sufocação, aos quais é possível resistir por alguns minutos, uma despressurização aguda faria você apagar em menos de 15 segundos. Em agosto de 2008, um Boeing 737 da companhia Ryanair, que ia para Barcelona, sofreu despressurização parcial da cabine. "Veio uma lufada de vento gelado e ficou incrivelmente frio. Parecia que alguém tinha aberto a porta do avião", contou um dos passageiros ao jornal inglês Daily Telegraph. Para piorar as coisas, nem todas as máscaras de oxigênio caíram automaticamente. E, das que caíram, várias não liberavam oxigênio. O que salvou os 168 passageiros é que o avião estava voando a 6,7 km de altura, mais baixo do que o normal, e isso permitiu que o piloto reduzisse rapidamente a altitude para 2,2 km, onde é possível respirar sem máscara.


Falha estrutural (ou como a força G pode despedaçar a aeronave). O avião pode perder uma asa, leme ou outra parte vital quando está no ar. Quase sempre, o motivo é manutenção malfeita - a estrutura acumula desgaste até quebrar. Mas isso também pode acontecer com aeronaves em perfeito estado. Se o piloto fizer certas manobras, gera forças gravitacionais muito fortes - e a fuselagem arrebenta. Foi o que aconteceu em 2001, com um Airbus A300 da American Airlines que decolou de Nova York. O piloto pegou turbulência, se assustou e tentou estabilizar a aeronave com movimentos normais, porém bruscos. O rabo do avião quebrou e o A300 caiu, matando 260 pessoas. Pode parecer um caso extremo, mas a resistência dos aviões à força G é uma preocupação central da indústria aeronáutica. Os jatos modernos têm sistemas que avisam quando estão voando com ângulo, velocidade ou trajetórias que possam colocar em risco a integridade da fuselagem. E a Boeing adiou o lançamento de seu novo avião, o 787, para alterar o projeto dele (simulações indicaram que, durante o voo, as asas poderiam sofrer forças G altas demais).


Pane nas turbinas Acontece. Mas não pelo que você pensa.

O maior inimigo das turbinas não são as falhas mecânicas; são os pássaros. Entre 1990 e 2007, houve mais de 12 mil colisões entre aves e aviões. As turbinas são projetadas para suportar alguns tipos de pássaro (veja ao lado), e isso é testado em laboratório com uma máquina, o "canhão de galinhas", que dispara frangos mortos contra as turbinas a 400 km/h. Desde 1990, 312 turbinas foram completamente destruídas em voo pelos pássaros. Se o avião perder um dos motores, consegue voar só com o outro. Mas, se isso acontecer durante a decolagem, quando a aeronave está baixa e lenta (90% dessas colisões acontecem a menos de 1 000 metros de altitude), ou se os pássaros destruírem ambas as turbinas, as consequências podem ser dramáticas. Como no incrível caso de um Airbus A320 da US Airways que perdeu os dois motores logo após decolar de Nova York, em janeiro. Mesmo sem nenhuma propulsão, o piloto conseguiu voar mais 6 minutos e levar o avião até o rio Hudson. Num dos raríssimos casos de pouso bem-sucedido na água, ninguém morreu.


Falha nos computadores Sim, eles também se enganam. E quando isso acontece...

Os computadores de bordo são vitais na segurança de voo. Mas também podem falhar. Como no caso do Airbus A330 - o mais computadorizado dos jatos atuais. Nos últimos 12 meses, sete A330 enfrentaram uma situação crítica: partes do computador de bordo desligaram ou apresentaram comportamento errôneo. Num desses casos, o desfecho foi dramático (o voo da Air France que ia de São Paulo para Paris e caiu no oceano Atlântico, matando 232 pessoas). Mas o problema não é exclusividade da Airbus. Em agosto de 2005, um Boeing 777 da Malaysia Airlines que decolou da Austrália teve de retornar às pressas depois que, aos 18 minutos de voo, o piloto automático começou a inclinar o avião de forma perigosa. Era um problema de software.


Erro humano Na maior parte das vezes, o piloto tem (alguma) culpa.

Os acidentes aéreos são uma sequência de erros que se somam. E, em 60% dos casos, essa equação inclui algum tipo de falha humana. A pior de todos os tempos aconteceu em 27 de março de 1977. Foi na ilha de Tenerife, um enclave espanhol a oeste da costa africana. Vários fatores se juntaram para produzir essa tragédia. Primeiro: um atentado terrorista fechou o principal aeroporto de lá e fez com que todo o tráfego aéreo fosse desviado para um aeroporto menor, Los Rodeos, que ficou sobrecarregado e cheio de aviões parados no pátio. Entre eles, dois Boeing 747. Um vinha de Amsterdã, o outro de Los Angeles. O avião americano solicitou autorização para decolar. Quem estava no comando era o piloto Victor Grubbs, 57 anos e 21 mil horas de voo. A torre de controle respondeu negando - era preciso esperar a saída do outro 747, o holandês, pilotado pelo comandante Jacob van Zanten. Zanten ficou impaciente, porque sua tripulação já estava em serviço havia 9 horas. A torre de controle reposicionou as ae­ronaves. O nevoeiro era muito forte e, por um erro de comunicação, o avião americano foi parar no lugar errado. Ignorando instruções, o 747 holandês começou o procedimento de decolagem. Ace­lerou e bateu com tudo no outro avião, que manobrava à frente. Foi o pior acidente da história, com 583 mortos.


Turbulência Como o avião pode perder a sustentação no ar.

Turbulência não derruba avião. Os jatos modernos são projetados para resistir a ela. Você já ouviu esse discurso? É uma meia-verdade. Um levantamento feito pela Federal Aviation Administration (FAA), agência do governo americano que estuda a segurança no ar, revela que entre 1992 e 2001 houve 115 acidentes fatais em que a turbulência esteve envolvida, deixando 251 mortos. Na maior parte dos casos, eram aviões pequenos, mas também houve mortes em aeronaves comerciais - as vítimas eram passageiros que estavam sem cinto de segurança, e por isso foram arremessados contra o teto a até 100 km/h (velocidade suficiente para causar fratura no pescoço). Ou seja: em caso de turbulência, o maior perigo não é o avião cair. É você se machucar porque está sem cinto. Os aviões têm instrumentos que permitem detectar com antecedência as zonas turbulentas, dando tempo para desviar, mas isso nem sempre é possível: existe um tipo de turbulência, a "de ar limpo", que não é captada pelos instrumentos da aeronave. Felizmente, é rara: só causou 2,88% dos acidentes fatais.


Pane hidráulica Existe um encanamento que corre por toda a fuselagem. Se ele furar, as consequências podem ser terríveis.

Os controles do avião dependem do sistema hidráulico - uma rede de canos que liga o cockpit às partes móveis do avião. Esses canos estão cheios de fluido hidráulico, uma espécie de óleo. Quando o piloto dá um comando (virar para a esquerda, por exemplo), um sistema de bombas comprime esse óleo - e o deslocamento do líquido movimenta as chamadas superfícies de controle. São as peças que controlam a trajetória do avião, como o leme e os flaps. O sistema hidráulico é tão importante, mas tão importante, que os aviões modernos têm nada menos do que três: um principal e dois de reserva. Por isso mesmo, a pane total é muito rara. Mas ela é o pior pesadelo dos pilotos. "O treinamento para situações de pane hidráulica é muito frequente e exige bastante dos pilotos", explica o comandante Leopoldo Lázaro. Se os 3 sistemas hidráulicos falharem, a aeronave perde totalmente o controle. E isso já aconteceu. Em julho de 1989, um McDonnell Douglas DC-10 decolou de Denver com destino a Chicago. Tudo corria bem até que a turbina superior, próxima à cauda do avião, explodiu. Estilhaços do motor penetraram na fuselagem e cortaram os canos de todos os sistemas hidráulicos. O avião não tinha como subir, descer, virar nem frear. Aí o comandante Alfred Haynes, 58 anos e 37 mil horas de voo, realizou uma das maiores proezas da história da aviação. Usando o único controle de potência das turbinas, o único que ainda funcionava no avião, conseguiu fazer um pouso de emergência. A aeronave explodiu, mas 185 dos 296 passageiros sobreviveram.



Inimigos alados
O que os pássaros podem fazer

Até 100 g Exemplo: andorinha. A ave é desintegrada pelas pás da turbina - que suporta engolir um grupo de até 16 pássaros pequenos.

100 g A 1,2 kg Exemplo: garça-branca. A turbina pode sofrer danos sérios, perder força ou parar. Mas o piloto pode reiniciá-la.

Acima de 1,2 kg Exemplo: urubu. Risco de pane total. O melhor que se pode esperar é que a turbina não exploda.

800 kg/s é a quantidade de ar aspirado pela turbina



Do que os pilotos precisam Quais são as condições ideais para voar (sem depender de instrumentos)

10 a 17 oC - temperatura em solo

5 km - visibilidade mínima

2 a 4 km - comprimento da pista do aeroporto



Por que os pilotos erram Os tipos de equívoco mais comuns

73,5% - Falta de treinamento (piloto não teve habilidade para controlar a aeronave)

35,1% - Erros de julgamento (piloto tomou decisões erradas)

14,3% - Erros de percepção (visibilidade inadequada, desatenção aos instrumentos etc.)

7,7% - Violações (desobedecer procedimentos de segurança)


Fonte Federal Aviation Administration (EUA) 


A hora da verdade Em que momento do voo os acidentes acontecem


0% - Avião parado

16% - Decolagem

27% - Subida inicial

16% - Voo de cruzeiro

4% - Descida

25% - Aproximação

12% - Pouso


Fonte - Boeing


Aerodinâmica para principiantes Como se voa (e não se voa)

1. O formato da asa direciona o ar, fazendo-o passar mais depressa por cima. O ar que vai para debaixo das asas fica mais lento, e por isso "dura" mais tempo - sustentando o avião no céu.

2. Na turbulência, isso não acontece. Correntes de vento e diferenças de pressão fazem a sustentação oscilar. A aeronave treme e chacoalha enquanto voa por esse ar bagunçado.



Meses de risco Em quais épocas do ano acontecem mais acidentes*

Jan - 8,96%

Fev - 7,4%

Mar - 8,77%

Abr - 6%

Mai - 5,84%

Jun - 8,18%

Jul - 9,74%

Ago - 8,96%

Set - 9,55%

Out - 8,18%

Nov - 9,55%

Dez - 7,79%


* A soma não dá 100% devido a arredondamento.

Fonte - Aircraft Crashes Record Office 


As aeronaves que mais caíram
Em acidentes fatais por milhão de decolagens

1. Boeing 707/720 - 8,72 acidentes/milhão

2. McDonnel DC-8 - 5,91 acidentes/milhão

3. Boeing 747 - 2,81 acidentes/milhão

4. Boeing 737 - 1,67 acidente/milhão

5. Airbus A300-600 - 1,00 acidente/milhão

6. Boeing 767 - 0,41 acidente/milhão

7. Airbus A320 - 0,36 acidente/milhão

8. Boeing 757 - 0,26 acidente/milhão

Fonte - Boeing 

Para saber mais
Caixa Preta
Ivan Sant’Ana, Editora Objetiva, 2000.

O Rastro da Bruxa
Carlos Ari Germano, EDPUCRS, 2008.

Cabe a nós também fazer se tornar pública a sabedoria de nossos heróis - como foi reconhecido, já muito tarde, Sepé Tiaraju

Suposta carta escrita pelo Cacique Sepé Tiaraju aos reis de Portugal e Espanha antes do massacre que quase dizimou o povo guarani em 1753 

Até que ponto uma simples carta poderia ter evitado uma guerra; e cheguei a conclusão de que esta carta poderia ter evitado muitas guerras, desde que... Leia e saiba porque:

CARTA DE SEPÉ TIARAJU AOS REIS DE PORTUGAL E ESPANHA
(Que se tivesse chegado ao seu destino - e, posteriormente, tornada pública ao mundo - poderia não só ter evitado o massacre dos guaranis na época, como mudado o curso das guerras desde então. Palavras podem evitar guerras; desde que tenham conteúdo e cheguem ao seu destino. Aquele massacre não foi evitado; mas, quem sabe ainda haja tempo para que as palavras, sábias e emocionantes, do índio guerreiro sul-americano possam ser ouvidas pelo mundo, e ainda possam evitar mais guerras estúpidas...)

Reza uma lenda que o cacique Sepé Tiaraju teria escrito uma carta aos reis de Portugal e Espanha para evitar o conflito que se seguiu - e praticamente dizimou as tribos guaranis que viviam nos Sete Povos das Missões. Porém esta carta nunca chegou ao seu destino; pois o índio que teria a missão de entregar tal carta aos jesuítas, que estavam partindo para a Europa, teria sido morto por uma guarnição do exército espanhol...

Só depois da tragédia ocorrida é que a carta chegou nas mãos de um oficial espanhol que a leu, chorou, e depois se matou - de vergonha e de remorso pelo que fizera...

O conteúdo desta carta nunca foi oficialmente reconhecido; mas relatos de soldados que a leram, antes do oficial a ter destruído, contam trechos de tal carta que dizia mais ou menos assim:

Do cacique guarani Joseph Tyaraju (Sepé Tiaraju) - dos Sete Povos das Missões - 1753
Para os reis de Portugal e Espanha - donos do mundo, senhores da guerra e da destruição.

Venho, em nome de meu povo, lhes dizer que ESTA TERRA TEM DONO; sempre teve e sempre terá. Os donos da terra não são, e nunca serão, os conquistadores - que vêm de longe apenas para mostrar sua força e sua indiferença com os povos que vivem da terra. Os verdadeiros donos desta terra são, e sempre serão, aqueles que cuidam, trabalham, plantam e colhem o que a terra dá; não são, e nunca serão, aquele que destroem, com sua força, e impõe sua vontade aos mais fracos.

Sou um índio de pouco conhecimento, mas aprendi, com meus antepassados, que não existe ser mais vil e covarde do que aquele que usa sua força para oprimir os mais fracos; para roubar dos que trabalham e impor sua vontade; para destruir em nome de seu poder...

Nosso povo vive nesta terra desde o começo do mundo. Tupã, o nosso deus, nos deu a terra para que possamos viver dela sem precisar matar nossos irmãos. Temos terra suficiente para o nosso povo. Mas parece que para vocês, donos do mundo, a terra nunca é suficiente. Vocês vivem para tomar a terra dos outros e por isso são os donos do mundo, senhores da guerra e da destruição. Vocês devem achar grande coisa ter mais do que precisam. Mas, para a sabedoria e ignorância de nosso povo, vocês não passam de tolos, que nunca estão satisfeitos com o que têm...

Os irmãos jesuítas nos ensinaram muitas coisas; e também aprenderam com o nosso povo. Aprenderam a compartilhar a terra; dividir o trabalho e os frutos da terra. Nos ensinaram que existe um deus maior do que o nosso e nos ensinaram suas orações. Mas nós sabemos que o nosso deus é o mesmo que criou a terra onde vivemos; e que não existe deus maior do que o deus da terra. Agora eles falam que o deus do homem branco quer que nós entreguemos nossa terra. A nossa terra sagrada! A terra que nosso deus nos deu! Este deus, de que eles falam, não pode ser o mesmo que o nosso. Somente um deus injusto poderia tirar a terra de quem dela precisa para dar a quem dela nunca precisou. E um deus assim só pode ter sido criado por quem preza a ganância e despreza a vida. Nosso deus também nos ensinou a não aceitar injustiças e, se for preciso, morrer lutando contra os invasores que querem nos destruir. Nosso deus não nos deixou nada escrito, como o de vocês - até porque nós só aprendemos a ler com os jesuítas - mas nos deixou uma mensagem bem clara em nossos corações: o que dói no meu irmão, dói em mim também; e todo homem é meu irmão, com exceção do meu inimigo; e só é meu inimigo aquele que quer me prejudicar ou prejudicar os meus irmãos. Nosso deus é simples assim, e não precisa de 'tradutores' para nos dizer o que é certo e o que é errado.

Como vocês podem ver, nestas poucas linhas que lhes escrevo, sou um homem ignorante para vocês; sou apenas um selvagem - como vocês nos chamam - mas nosso povo vivia em paz com a nossa Mãe-Terra e com nossos irmãos jesuítas até que vocês decidiram que devemos abandonar o nosso solo sagrado. Isso nos parece um insulto, mas para vocês isso deve ser normal. Roubar e destruir, para vocês, deve ser alguma prova de muita importância. Porque senão vocês não mandariam seus irmãos lutarem e morrerem apenas para a vossa grandeza...

Entre o meu povo, o chefe-cacique tem o dever de reunir forças para defender os mais fracos; para defender nossas casas, mulheres e crianças. Mas parece que para vocês, é normal que o chefe-rei reuna suas forças para invadir terras alheias; para saquear e roubar dos povos mais fracos. Para o nosso povo ignorante, isso seria motivo de vergonha e nunca de orgulho. Para nós, não existe nenhum orgulho ou glória em matar mulheres e crianças, ou dizimar um povo pacífico e indefeso. Mas, somos apenas um povo selvagem e não civilizado como vocês; por isso não podemos entender sua ganância.

Para finalizar, lhes digo que não temos interesse em pertencer a nenhum reino ou império - nem de Portugal nem de Espanha - portanto se quiserem dizer que esta terra pertence a estes ou a aqueles, para nós tanto faz. Mas se vocês quiserem nos tirar de nossa terra e expulsar nossas famílias de nossas casas, não teremos outra opção senão lutar até a morte. É isso que um guerreiro honrado faz: luta para defender os mais fracos e o que é seu; nunca para oprimir ou roubar o que não é seu - como seus guerreiros fazem...

Se quiserem encher os livros de vocês com mais conquistas e mortes, podem vir com suas armas de destruição, que estaremos esperando. Mas se a justiça e a vida de vossos irmãos tiver algum valor para vocês, é melhor que encontrem uma forma mais justa de negociar terras, para aumentar seus reinos e impérios; sem que para isso tenham que sacrificar vidas e manchar de sangue as páginas de vossos livros.

Respeitosamente.

Joseph Tyaraju - Cacique Guarani e Alferes Real do Cabildo de São Miguel

As perguntas que ficam são:
Será que o genocídio indígena teria ocorrido se tal carta chegasse aos reis de Portugal e Espanha?
Será que os genocídios indígenas na América do Norte teriam ocorrido se tal carta se tornasse pública para o mundo?
Será que Hitler teria a coragem de entrar para a história como o maior invasor que foi?
Será que algum rei, imperador, presidente, ou qualquer chefe de Estado, ou de exército, teria coragem de tomar as terras de outros povos depois de conhecer a filosofia do cacique guarani?

Esta carta, como qualquer filosofia, só tem poder se for amplamente divulgada - desde os povos mais simples (como eram os guaranis e sua cultura) até os mais altos escalões de governo.

Esta carta, mesmo que sem confirmação histórica deveria fazer parte dos livros de história e filosofia (se possível de documentários e filmes) e não continuar esquecia e desconhecida da maioria.

O CAMINHO DO CORAÇÃO

"Tudo é um entre quantidades de caminhos. Portanto você deve ter sempre em mente que um caminho não é mais do que um caminho. Se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele sob nenhuma circunstância. Para ter
uma clareza destas é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que um caminho não passa de um caminho e não há afronta, nem para si nem para os outros, em largá-lo se é isto que seu coração o manda fazer. Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser isenta de medo e de ambição. Eu lhe aviso.

Olhe bem cada caminho de perto, deliberadamente e com propósito. Experimente tantas vezes quanto julgar necessário. Então faça a si mesmo, e só a si mesmo, uma pergunta. Esta pergunta é uma que só os muito velhos fazem. Meu benfeitor certa vez me contou a respeito quando eu era jovem, mas meu sangue vigoroso demais para que eu a compreendesse. Agora eu a compreendo. Eu te direi qual é essa pergunta:

Esse caminho tem coração?
Todos os caminhos são os mesmos, não conduzem a lugar algum. São caminhos que atravessam o mato ou que entram no mato. Em minha vida posso dizer que já passei por caminhos compridos, compridos, mas não estou em lugar algum. A pergunta de meu benfeitor agora tem um significado.

Esse caminho tem um coração?

Se tiver o caminho é bom, se não tiver é inútil. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma, mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre, enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o torna forte, o outro o enfraquece.

Você acha que há dois mundos para você, dois caminhos, mas só existe um. O único mundo possível para você é o mundo dos homens, e esse mundo você não pode resolver largar. É um homem. O protetor, Mescalito, lhe mostrou o mundo da felicidade, onde não há diferença entre as coisas, porque lá não há ninguém que indague pela diferença. Mas este não é o mundo dos homens. O protetor o sacudiu dali para fora e lhe mostrou como é que o homem pensa e luta. Este é o mundo do homem. E ser um homem é estar condenado a este mundo. Você tem a presunção de crer que vive em dois mundos, mas isto é apenas vaidade. Só existe um único mundo para nós. Somos homens e temos que seguir o mundo dos homens satisfeitos.

Como saberei se ao certo se o caminho tem ou não tem coração?

Qualquer pessoa sabe disto. O problema é que ninguém faz a pergunta, e quando afinal o homem descobre que tomou um caminho sem coração o caminho está pronto para matá-lo. Neste ponto muito poucos homens conseguem parar para pensar e deixar o caminho.

Um caminho sem coração nunca é agradável. Tem-se de trabalhar muito até para seguí-lo. Por outro lado um caminho com coração é fácil, não o faz trabalhar para gostar dele.

O desejo de aprender não é ambição. É nosso destino como homens querer saber. Querer o poder é que é ambição. Não deixe que a erva do diabo o cegue. Já o fisgou. Engoda os homens e lhes dá uma sensação de poder. Ela os faz sentir que podem fazer coisas que nenhum homem comum pode fazer. Mas isto é a armadilha dela. E em seguida o caminho sem coração se volta contra os homens e os destrói. Não custa muito morrer, e procurar a morte é não procurar nada." ( A Erva do Diabo- Carlos Castaneda)




Cara pálidas! Esse ensinamento do índio, fala do encontro de um caminho com o coração, de experimentar uma trilha que nos transcenda e, nos toque no centro do nosso ser. Fazê-lo é encontrar um caminho de prática que permite viver no mundo plenamente à partir do nosso coração. E somente o caminhante pode saber qual é o caminho do coração. Ninguém pode definir pra nós qual deveria ser o nosso caminho, pelo contrário, devemos deixar que o mistério e a beleza dessa pergunta ressoem dentro do nosso ser. Então em qualquer lugar dentro de nós, surgirá a resposta e a compreensão vai aflorar. Se aquietarmos e ouvirmos profundamente, mesmo que por um só momento, saberemos se estamos seguindo um caminho com o coração.

É possivel falar diretamente com o nosso coração. Muitas culturas antigas sabem disso. Podemos realmente falar com o nosso coração, como se ele fosse um bom amigo. Mas estamos muito ocupados com a correria da vida agitada que esquecemos essa arte essencial de fazer uma pausa e conversar com o nosso coração.

Quando lhe perguntamos sobre o nosso caminho atual, precisamos observar os valores pelos quais escolhemos viver. Onde empregamos o nosso tempo, nossa força, a nossa criatividade, o nosso amor? Precisamos olhar nossa vida sem sentimentalismo, exageros ou idealismo. Aquilo que estamos escolhendo reflete aquilo que estamos valorizando mais profundamente.

É preciso prescrutar a memória de todas experiências que estamos vivendo, e quando tiver uma reflexão concluída, olhe com muito cuidado para a qualidade dessas situações, veja bondade nos atos, nas palavras. Essas ações nós não colocamos num 'curriculum vitae'.

Eu fiz essa 'meditação com coração' e reflexionei profundamente sobre algumas vivências minhas. Uma experiência especial ficou marcada: Nas duas últimas semanas em que minha mãe fez a passagem, ela houvera caído no banheiro e foi hospitalizada. Então eu passei a tarde toda no hospital e comecei cantar músicas animadas pra ela, como ela era musicista acompanhava toda sorridente. Quando médico chegou, elogiou muito a alegria das cantantes. E eu disse para o médico que ela era a melhor mãe do mundo, ela chorou e disse que eu era a melhor filha do mundo. Ao terminar essa meditação, eu pude acessar a bondade presente naquele ato de 'cantar' que contagiou nós duas. Era verdadeiramente o 'caminho do coração'.

Esse 'caminho do coração' é para ser aplicado e questionado cotidianamente, construindo a maturidade espiritual. Deve tornar-se uma chave sonora para acordar o ser adormecido mentalmente, pois o coração é intuitivo, dizem que é um caminho femenino, por isso ele tem uma leveza e uma suavidade impar.

Para Dom Juan Matus, sempre há dois caminhos: o caminho do ego e do self; da simplicidade e a complexidade; da fragmentação e da inteireza; da confusão e da harmonia; da sombra e da luz; do bem e do mal. Hás caminhos que gastamos energias infinitas e outros são levíssimos.

Para Roberto Crema, nenhum está errado, todo caminho leva a algum lugar, pois as experiências vividas são elementos basilares para a maturidade. Mas, somente um tem o coração, esse é o segredo.

Confúcio ensinava 'vá onde está o seu coração'. Siga em frente, não crie obstáculos para chegar ao seu coração, admitido que a bondade e o amor genuino podem brilhar livremente a partir de nosso coração. Permitindo que o sabor a bondade impregne nossa vida.

No mundo da vida, os seres humanos sempre perguntam: Quanto tenho na conta corrente ou poupança? Quantos carros encontra-se em minha garagem? O que eu construi? ou coisas semelhantes...

Deviam perguntar a si mesmo: Eu amei plenamente? Vivi plenamente? Aprendi a me desapegar? Creio que foram essas perguntas que os venerando seres fizeram a si mesmo. Eu rogo aos mestres que essa leitura toque seu coração e vibre em sua alma. Encerro desejando a todos força para seguir na trilha do coração. Vida em plenitude! Abraços ricos de coração.

Semfronteirasparaosagrado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Marilyn Monroe


Biografia

Os primeiros anos

Ela nasceu dia 1 de junho de 1926.
Marilyn Monroe nasceu no County Hospital em Los Angeles. Como a identidade de seu pai era desconhecida, recebeu o nome de Norma Jean Baker. Muitos biógrafos acreditam que o pai biológico de Marilyn era Charles Stanley Gifford, um agente de vendas do estúdio RKO, onde Gladys Pearl Monroe, a mãe de Marilyn, trabalhava. Ela era editora de filmes, mas problemas psicológicos a impediram de permanecer no emprego e ela foi levada para uma instituição de tratamento psiquiátrico. A certidão de nascimento diz que o segundo marido de Gladys, Martin Edward Mortensen, é que é o pai biológico de Marilyn. Numa entrevista ao canal de televisão Lifetime, James Dougherty, o primeiro marido de Marilyn, disse que ela acreditava que Gifford era o seu pai.
Norma Jean passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, mudou-se para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa leste, e o casal não tinha condições financeiras para levar Norma Jean, na época com dezesseis anos. Norma Jean tinha duas opções: voltar para o orfanato ou se casar.
No dia 19 de julho de 1942 casou com Jimmy Dougherty, de 21 anos, a quem namorava há seis meses. Segundo Jimmy, ela era uma menina doce, generosa e religiosa e que gostava de ser abraçada. Até então, Norma Jean amava Jimmy e eles estavam muito felizes juntos, até que ele entrou para a Marinha e foi transferido para o Pacífico Sul, em 1944.
Após a partida de Jimmy, Norma Jean começou a trabalhar na fábrica Radio Plane Munition, em Burbank, na Califórnia. Alguns meses depois, o fotógrafo Davis Conover a viu enquanto tirava fotos de mulheres que ajudavam no esforço de guerra, para a revista Yank. Ele não acreditou na sua sorte, pois ela era um "sonho" para qualquer fotógrafo. Norma Jean posou para uma seção de fotos e ele começou a lhe enviar propostas para trabalhar como modelo. As lentes adoravam Norma Jean, e em dois anos ela tornou-se uma modelo respeitável e estampou seu rosto em várias capas de revistas. Ela começou a estudar o trabalho das lendárias atrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro, sonhando com o estrelato. Porém, o marido Jimmy retornou em 1946, o que significou que Norma Jeane tinha que fazer outra escolha, dessa vez entre seu casamento e sua carreira.
Norma Jean e Jimmy divorciaram-se em junho de 1946. Norma assinou seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 26 de agosto de 1946, em que ganhava 125 dólares por semana. Pouco tempo depois, tingiu seu cabelo de loiro e mudou seu nome para Marilyn Monroe, que era o sobrenome da sua avó materna.

O início da carreira

O primeiro papel de Marilyn no cinema foi uma participação não creditada em Sua Alteza, a Secretária (The Shocking Miss Pilgrim, 1947), de George Seaton. Contracenou rapidamente com Groucho Marx em Loucos de Amor, (Love Happy, 1950), de David Miller. Nesse mesmo ano conseguiu um pequeno mas influente papel no thriller de John Huston, O Segredo das Joias, (The Asphalt Jungle) e o papel de Claudia Caswell em A Malvada, (All About Eve), estrelado por Bette Davis e dirigido por Joseph L. Mankiewicz, tendo recebido muitos elogios. A partir daí, participou de filmes como Sempre Jovem, (As Young As You Fell, 1951), de Harmon Jones, O Inventor da Mocidade, (Monkey Business, 1952), de Howard Hawks e Almas Desesperadas, (Don't Bother to Knock, 1952), de Roy Baker. No entanto, foi sua performance em Torrentes de Paixão, (Niagara, 1953), de Henry Hathaway, que a tornou estrela. Marilyn fez o papel de Rose Loomis, uma jovem e bela esposa que planeja matar seu velho e ciumento marido, personagem de Joseph Cotten.
Marilyn começou a carreira em alguns pequenos filmes, mas a sua habilidade para a comédia, a sua sensualidade e a sua presença no ecrã, levaram-na a conquistar papéis em filmes de grande sucesso, tornando-a numa das mais populares estrelas de cinema dos anos 50. Tinha 1,67 m de altura, 94 cm de busto, 61 cm de cintura e 89 cm de quadril. Apesar de sua beleza deslumbrante, suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual na década de 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram querida no mundo inteiro.

O sucesso

O sucesso de Marilyn em Torrentes de Paixão lhe rendeu, no mesmo ano, os papéis principais em Os Homens Preferem as Louras, (Gentlemen Prefer Blondes), de Howard Hawks, que contou com a participação de Jane Russell, e Como Agarrar um Milionário, (How to Marry a Millionaire), de Jean Negulesco, com participação de Lauren Bacall e Betty Grable. A revista Photoplay votou Marilyn como melhor atriz iniciante de 1953 e, aos 27 anos de idade, ela era sem dúvida a loira mais amada de Hollywood.
Infelizmente, a fama de Marilyn e sua figura sexual tornaram-se um problema em seu casamento. Nove meses depois, no dia 27 de outubro de 1954, Marilyn e Joe se divorciaram. Eles atribuíram a separação a "conflitos entre carreiras", e permaneceram bons amigos.
No dia 14 de janeiro de 1954, Marilyn casou com o jogador de baseball Joe DiMaggio, em São Francisco, na Califórnia. Eles namoravam há dois anos quando Joe pediu a seu agente que organizasse um encontro para os dois jantarem e a pediu em casamento. "Eu não sei se estou apaixonada por ele ainda", disse Marilyn à imprensa logo no início de seu relacionamento, "mas eu sei que eu gosto dele mais do que qualquer homem que já conheci". Durante sua lua de mel em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que serviam na Coreia. A sua presença causou quase um motim, e Joe se mostrava claramente incomodado com aqueles milhares de homens desejando sua mulher.
Em 1955, Marilyn estava pronta para livrar-se da imagem de furacão loiro. Isso tinha dado a ela o estrelato, mas agora tinha a oportunidade e a experiência, Marilyn queria seguir com seriedade a carreira de atriz. Ela mudou-se de Hollywood para Nova York, para estudar na escola de atores de Lee Strasberg. Em 1956, Marilyn abriu sua própria produtora, Marilyn Monroe Productions. A empresa produziu os filmes Nunca Fui Santa, (Bus Stop, 1956), de Joshua Logan e O Príncipe Encantado, (The Prince and the Showgirl, 1957), dirigido e coestrelado por Sir Laurence Olivier. Esses dois filmes serviram para Marilyn mostrar seu talento e versatilidade como atriz. Em 1959, Marilyn brilhou em Quanto Mais Quente Melhor, (Some Like It Hot), de Billy Wilder, e teve seu trabalho reconhecido ao vencer o Globo de Ouro de "Melhor Atriz em Comédia".
Infelizmente, o casamento entre Marilyn e Arthur terminou no dia 20 de janeiro de 1961. A data do divórcio, ocorrido no México, foi escolhida por ser o dia da posse do presidente John F. Kennedy, nos Estados Unidos, numa tentativa de manter a separação fora das manchetes. A tática não funcionou.
No dia 29 de junho de 1956, Marilyn casou-se com o dramaturgo Arthur Miller. O casal se conheceu através de Lee Strasberg, e amigos disseram que ela o deixava de "joelhos bambos". Enquanto eles estavam casados, em 1961, Arthur escreveu o papel de "Roslyn Taber" de Os Desajustados, (The Misfits), especialmente para Marilyn. Dirigido por John Huston e coestrelado por Clark Gable e Montgomery Clift, este acabou sendo o último filme completo de Marilyn e a despedida das telas de Gable.
Marylin já tinha tido encontros amorosos com Kennedy muito antes dele entrar na Casa Branca. Kennedy ficara obcecado por ela durante sua recuperação de uma operação na coluna que o deixou imobilizado. Seu irmão Bobby pendurou, de cabeça para baixo, um poster onde ela vestia short e estava de pernas abertas, em frente à cama do seu quarto. O caso entre eles teve início depois de seu divórcio de Vitor Baggio e continuou, esporadicamente, enquanto ela esteve casada com Miller. Eles se encontravam na suite dele do Carlyle Hotel, em Nova Iorque, ou na casa de praia de Peter Lawford, em Santa Monica. O FBI grampeou a casa de praia de Lawford e John Edgar Hoover, o chefe do FBI, usou as gravações para manter seu cargo quando Kennedy tentou demiti-lo. Hoover também insinuou que alguém mais havia grampeado a casa - a Máfia, com que Kennedy cruzara durante as eleições. Robert Kennedy, o irmão mais novo do presidente, por vezes se relacionava com as mulheres de John. Era o chefe de Hoover e, como procurador federal, estava determinado a acabar com a Máfia. Advertira o presidente para deixar Marilyn, pois os chefes mafiosos poderiam usar o caso contra ele. Apesar de suas ilusões, Marilyn sabia que Kennedy desejava apenas a estrela cintilante de cinema, não a mulher que era. Ele pretendia livrar-se dela com elegância. Concedeu a Marilyn um último momento de glória. Em seu aniversário, Peter Lawford levou-o à sede do Partido Democrático, onde ela cantou com voz lasciva "Feliz aniversário, senhor presidente", metida num vestido que o diplomata Adlai Stevenson descreveu como feito de "pele e pérolas. Só que não vi as pérolas." John Kennedy disse: "Já posso me retirar da política, depois de ter ouvido este feliz aniversário cantado para mim de modo tão doce e encantador."
Nos Golden Globes de 1962, Marilyn foi nomeada a "personalidade feminina favorita de todo cinema mundial", provando mais uma vez que era mundialmente adorada.

A morte

Seu fim aconteceu na manhã do dia 5 de agosto de 1962. Aos 36 anos, Marilyn faleceu enquanto dormia em sua casa em Brentwood, na Califórnia. A notícia foi um choque, propagado pela mídia, explorando sobretudo o caráter misterioso em que o fato se deu, prevalecendo a versão oficial de overdose pela ingestão de barbitúricos. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. Ninguém sabe de fato o que aconteceu naquela noite. Ouviu-se o barulho de um helicóptero. Uma ambulância foi vista esperando fora da casa dela antes que a empregada desse o alarme. As gravações de seus telefonemas e outras evidências desapareceram. O relatório da autópsia foi perdido. Toda a documentação do FBI sobre sua morte foi suprimida e os amigos de Marilyn que tentaram investigar o que acontecera receberam ameaças de morte. No dia 8 de agosto de 1962, o corpo de Marilyn foi velado no Corridor of Memories, nº 24, no Westwood Memorial Park em Los Angeles.

domingo, 26 de agosto de 2012

"O perdão é terapêutico, se você não perdoa, não pode ser curado internamente. Você deve aprender a perdoar ou vai murchar como galhos secos. Seu desenvolvimento espiritual depende de sua capacidade de perdoar os outros. Tenha liberdade interior! Pratique compaixão e generosidade. Viva o presente, deixe o passado no seu lugar" (Choa Kok Su)
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.

As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

KULULA AIRLINES

KULULA AIRLINES

LEIA OS RELATOS DOS PASSAGEIROS.  É PRA MORRER DE RIR...
PRINCIPALMENTE PRÁ QUEM VIAJA MUITO, IMAGINEM AS CENAS ...  
 
  


Kulula Airlines é uma empresa aérea de baixo custo na África do Sul, que não se leva muito a sério. Observe suas cores e a pintura dos aviões; depois leia como ela se relaciona com seus clientes!
 
É uma pena que a Kulula, pequena companhia aérea com sede situada em Johanesburgo, não efetua voos internacionais, por isso nós temos o dever de apoiá-la apenas pelo seu humor - tão tipicamente SUL-AFRICANO...
 
As aeromoças da Kulula fazem um grande esforço para tornar a "palestra sobre segurança de voo" e outros anúncios um pouco mais divertidos.
 
Aqui estão alguns exemplos reais que foram ouvidos por mim ou me foram relatados:
(em inglês e português)

  On a Kulula flight, (there is no assigned seating, you just sit where you want) passengers were apparently having a hard time choosing, when a flight attendant announced: "People, people we're not picking out furniture here, find a seat and get in it!" ++++++++++++
Em um voo da Kulula, (não há assentos marcados, você pode sentar onde quiser) alguns passageiros, aparentemente, estavam demorando muito tempo para escolher um lugar, quando uma aeromoça falou: "Gente, gente, não estamos escolhendo móveis aqui, encontrem um lugar e sentem nele!"
 

On another flight with a very "senior" flight attendant crew, the pilot said: "Ladies and gentlemen, we've reached cruising altitude and will be turning down the cabin lights. This is for your comfort and to enhance the appearance of your flight attendants." +++++++++++++
Em outro voo com uma tripulação de bordo muito "sênior", o comandante disse: "Senhoras e senhores, chegamos à altitude de cruzeiro e iremos apagar as luzes da cabine. Isto é para o seu conforto e para melhorar a aparência das atendentes de seu voo."
 

On landing, the stewardess said: "Please be sure to take all of your belongings... If you're going to leave anything, please make sure it's something we'd like to have." ++++++++++++++++
No desembarque, a aeromoça disse: "Por favor, não se esqueçam de levar todos os seus pertences... Se forem deixar alguma coisa, por favor, certifiquem-se de que é algo que nós gostaríamos de ter".]
 

"There may be 50 ways to leave your lover, but there are only 4 ways out of this airplane." +++++++++++++
"Pode haver 50 maneiras de deixar o seu amante, mas só há quatro maneiras de sair deste avião."
 

"Thank you for flying Kulula. We hope you enjoyed giving us the business as much as we enjoyed taking you for a ride." +++++++++++++
"Obrigado por voar Kulula. Esperamos que tenham gostado de ter feito negócio conosco, tanto quanto nós apreciamos levar vocês para um passeio."

As the plane landed and was coming to a stop at DurbanAirport , a lone voice came over the loudspeaker:
"Whoa, big fella.
WHOA!"
++++++++++++++++++++
Quando o avião aterrissou e estava parando no Aeroporto de Durban, uma voz solitária veio pelo alto-falante: "Uau!
Grande garoto! Uau!"

After a particularly rough landing during thunderstorms in the Karoo, a flight attendant on a flight announced,
"Please take care when opening the overhead compartments because, after a landing like that, sure as hell everything has shifted."
+++++++++++
Depois de uma aterrissagem particularmente áspera durante uma tempestade em Karoo, uma aeromoça anunciou: "Por favor, tomem cuidado ao abrir os compartimentos acima de suas poltronas, porque, depois de uma aterrissagem assim, com certeza tudo mudou".

From a Kulula employee: "Welcome aboard Kulula 271 to Port Elizabeth . To operate your seat belt, insert the metal tab into the buckle, and pull tight. It works just like every other seat belt; and, if you don't know how to operate one, you probably shouldn't be out in public unsupervised." ++++++++++
De um tripulante da Kulula: "Bem-vindo a bordo do voo Kulula 271 para Port Elizabeth. Para utilizar o cinto de segurança, insira a guia de metal na fivela e puxe. Ele funciona como qualquer outro cinto de segurança. E, se você não sabe como operar um, você provavelmente não deveria estar fora, em público, sem ajuda".

"In the event of a sudden loss of cabin pressure, masks will descend from the ceiling. Stop screaming, grab the mask, and pull it over your face. If you have a small child travelling with you, secure your mask before assisting with theirs. If you are travelling with more than one small child, pick your favorite." ++++++++++
"No caso de uma súbita despressurização da cabine, máscaras cairão do teto. Pare de gritar, pegue sua máscara, e ajuste-a sobre o rosto. Se você tem uma criança pequena viajando com você, ponha sua máscara antes de ajudar com a dela. Se você estiver viajando com mais de uma criança pequena, ponha primeiro no seu preferido..
"

"Weather at our destination is 50 degrees with some broken clouds, but we'll try to have them fixed before we arrive. Thank you, and remember, nobody loves you, or your money, more than Kulula Airlines." +++++++++++++
"A temperatura em nosso destino é de 50 graus, com algumas nuvens quebradas, mas vamos tentar consertá-las antes de chegar. Obrigado, e lembre-se, ninguém lhe ama, ou ao seu dinheiro, mais de a Kulula Airlines."

"Your seats cushions can be used for flotation; and in the event of an emergency water landing, please paddle to shore and take them with our compliments." ++++++++++++
"Seus assentos podem ser usados para flutuação, e no caso de um pouso de emergência na água, por favor, remem para a praia e levem-nos com os nossos cumprimentos."

"As you exit the plane, make sure to gather all of your belongings. Anything left behind will be distributed evenly among the flight attendants. Please do not leave children or spouses..."
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"Ao sair da aeronave, certifique-se que está levando todos os seus pertences. Qualquer coisa deixada para trás será distribuída uniformemente entre os comissários de bordo.
Por favor, não deixe crianças ou cônjuges..."

And from the pilot during his welcome message:
"Kulula Airlines is pleased to announce that we have some of the best flight attendants in the industry..
Unfortunately, none of them are on this flight!"
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E do piloto durante a sua mensagem de boas vindas: "Kulula Airlines tem o prazer de anunciar que temos alguns dos melhores atendentes de voo existentes.
Infelizmente, nenhum deles está neste voo!"

Heard on Kulula 255 just after a very hard landing in Cape Town: The flight attendant came on the intercom and said: "That was quite a bump and I know what y'all are thinking. I'm here to tell you it wasn't the airline's fault, it wasn't the pilot's fault, it wasn't the flight attendant's fault, it was the asphalt."
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Depois de uma aterrissagem muito difícil na Cidade do Cabo, uma aeromoça veio ao interfone e disse: "Isso foi bastante acidentado e sei o que vocês estão pensando. Estou aqui para lhes dizer que não foi culpa da companhia aérea, não foi culpa do piloto, não foi culpa do comissário de bordo, foi o asfalto".
Overheard on a Kulula flight into Cape Town, on a particularly windy and bumpy day: During the final approach, the Captain really had to fight it. After an extremely hard landing, the Flight Attendant said: "Ladies and Gentlemen, welcome to The Mother City. Please remain in your seats with your seat belts fastened while the Captain taxis what's left of our airplane to the gate!" +++++++++
Ouvi em um voo da Kulula para Cape Town, em um dia particularmente ventoso e com turbulência, quando, durante a aproximação final, o capitão realmente teve que lutar contra isso. Após um pouso extremamente difícil, a aeromoça disse: "Senhoras e senhores, bem-vindos à nossa Cidade-mãe. Por favor, permaneçam em seus lugares com os cintos afivelados, enquanto o Capitão "taxeia" o que restou do nosso avião até o portão de desembarque!"

Another flight attendant's comment on a less than perfect landing: "We ask you to please remain seated as Captain Kangaroo bounces us to the terminal." ++++++++++
Comentário de um comissário de bordo em uma aterrissagem tudo, menos perfeita: "Pedimos-lhe que por favor permaneçam sentados enquanto o Capitão Canguru nos leva, saltando, até o terminal."

After a real crusher of a landing in Johannesburg , the attendant came on with: "Ladies and Gentlemen, please remain in your seats until Captain Crash and the Crew have brought the aircraft to a screeching halt against the gate. And, once the tire smoke has cleared and the warning bells are silenced, we will open the door and you can pick your way through the wreckage to the terminal..." +++++++++++++
Depois de um pouso realmente demolidor em Johanesburgo, a comissária se saiu com esta: "Senhoras e senhores, por favor, permaneçam em seus assentos até o Capitão Porrada e sua tripulação levarem a aeronave a um ponto próximo da área de desembarque. E, logo que a fumaça dos pneus se dissipar e as sirenes de alerta silenciarem, vamos abrir a porta da aeronave e todos poderão escolher o seu caminho para o terminal através dos destroços..."

Part of a flight attendant's arrival announcement: "We'd like to thank you folks for flying with us today. And, the next time you get the insane urge to go blasting through the skies in a pressurized metal tube, we hope you'll think of Kulula Airways." ++++++++++++++
Parte do anúncio de um comissário de bordo na chegada: "Pessoal, gostaríamos de agradecer-lhes por voarem conosco hoje. E, da próxima vez que tiverem o impulso insano de rasgar os céus em um tubo de metal pressurizado, esperamos que vocês pensem na Kulula Airways".

Heard on a Kulula flight: "Ladies and gentlemen, if you wish to smoke, the smoking section on this airplane is on the wing... If you can light 'em, you can smoke 'em."
+++++++++++++++
Ouvi em um voo da Kulula: "Senhoras e senhores, se quiserem fumar, a área de fumantes deste avião é nas asas... Se puderem acender os cigarros lá, então poderão fumá-los.
An airline pilot wrote that on this particular flight he had hammered his ship into the runway really hard. The airline had a policy which required the first officer to stand at the door while the passengers exited, smile, and give them a "Thanks for flying our airline". He said that, in light of his bad landing, he had a hard time looking the passengers in the eye, thinking that someone would have a smart comment. Finally everyone had gotten off except for a little old lady walking with a cane. She said: "Sir, do you mind if I ask you a question?" "Why, no Ma'am," said the pilot. "What is it?" The little old lady said: "Did we land, or were we shot down?" +++++++++++++++
Um piloto relatou que, num voo em particular, o pouso tinha sido muito difícil. A companhia aérea tinha uma política que exigia que o primeiro oficial ficasse à porta da aeronave enquanto os passageiros saíam, para sorrir e dizer "Obrigado por voar na nossa companhia aérea". Ele disse que, devido à sua aterrissagem ruim, ele teve dificuldade de olhar os passageiros nos olhos, pensando que alguém faria um comentário inteligente. Finalmente todos tinham saído com exceção de uma velhinha andando com uma bengala. Ela disse: "Senhor, você se importaria se eu lhe fizer uma pergunta?" "Ora, não senhora", disse o piloto. "Qual é a pergunta?" A velhinha disse: "Será que nós pousamos ou fomos derrubados?"

terça-feira, 12 de junho de 2012

Águia ou galinha?

Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para as galinhas, embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de 5 anos, este homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Este pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato. - disse o camponês. É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia.
Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não! - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia. Este coração a levará um dia às alturas.
- Não, não. - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
- A águia posou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
- O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não! - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia.
Vamos experimentar novamente amanhã.
- No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
- Sussurrou-lhe: Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
- Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à sua carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia. possuirá sempre um coração de águia.
Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem se encher da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Neste momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento".
Pensem nisso...
Cada pessoa tem dentro de si uma águia. Ela quer nascer. Sente o chamado das alturas. Busca o sol.
Por isso somos constantemente desafiados a libertar a águia que nos habita.
Uma águia tem dentro de si o chamado do infinito. Seu coração sente os picos mais altos das montanhas. Por mais que seja submetida a condições de escravidão, ela nunca deixará de ouvir sua própria natureza de águia que a convoca para as alturas sublimes.
As pessoas que alçam vôo sublime são as que se recusam a se deitar, a suspirar e desejar que as coisas mudem!
Estas pessoas visualizam em suas mentes que não são desistentes, não permitirão que as circunstâncias da vida as empurrem lá para baixo, e as mantenham subjugadas como galinhas.
"Vamos, voe! Voe e vença, ocupe o lugar que é seu no alto do penhasco".

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quando a gente nasce, Deus nos dá uma missão. Cada um recebe a sua e cabe a nós mesmos escolhermos se vamos cumprí-la ou não. Quando eu nasci, Deus disse que me queria mais perto d'Ele, que eu não fosse um ser humano normal, mas que tivesse um adicional; Deus disse que eu iria morar no céu, que eu poderia voar sobre as núvens, voar e alcançar lugares impossíveis, alturas onde o homem sozinho não pode chegar. Por isso, eu ganhei asas. Mas Deus também disse que não seria tão fácil assim aprender a voar, que por muitas vezes eu iria cair, que haveriam algumas turbulencias e que as tempestades poderiam vir a me derrubar. Ele disse que eu iria passar por alguns momentos de despressurização, que o ar ia me faltar. Mas Deus também disse (em letras maiúsculas e em negrito) que Ele seria a minha máscara de oxigênio para os momentos de despressurização e que também acalmaria as tempestades nas minhas turbulencias. Deus disse que nada poderia me ferir de tal maneira que eu não pudesse me reerguer, tomar impulso e voar outra vez. Hoje, por turbulencias e despressurizações eu passo, tombos eu levo, mas nunca fico por muito tempo pelo chão. Meu pouso dura apenas o tempo necessário para sarar as feridas e recuperar as forças. Deus me deu asas, Deus me deu a missão de voar, e durante o meu voo, ajudar pessoas, de ser gentil e ser forte, de ter responsabilidade e de sorrir, de servir e de comandar, de cuidar e de ser ajudada. Eu poderia ser um pássaro, uma borboleta... ou uma simples folha sendo levada pelo vento. Mas Deus me deu a missão de ser um anjo, um anjo que tivesse a responsabilidade de cuidar de pessoas e servi-las com carinho, de transmitir segurança e honestidade. Um anjo que nunca voaria sozinho, mas que teria sua equipe e junto com ela levaria pessoas em segurança à lugares diversos. Deus me fez um anjo, eu posso tocar o céu. Deus me fez comissária de voo. Eu tenho asas, eu posso voar !

quinta-feira, 22 de março de 2012

SER COMISSÁRIO É...

Morar no mundo e passar de vez em quando em casa. Estar longe dos  problemas da terra. Sonhar mais alto. Conhecer novas culturas, lugares  e pessoas. Acordar no Sul e dormir no Nordeste. Voar sempre mais alto!
Sair dessa rotina!Ter estado ontem em Santiago, estar hoje em Buenos  Aires, Amanhã em São Paulo, depois de amanhã em casa e sentir saudade daquelas poltronas lotadas de gente, daquelas turbulências onde tudo pára e os olhares arregalados só focam os seus movimentos. Ter bom senso, confiança... Ser equilibrado, sério e gentil ao mesmo tempo.
Ser médico, psicólogo, pai, neto, amigo, central de informações. Saber separar a razão do coração na hora de uma emergência. Sorrir quando se tem vontade de chorar... Poder chegar ao final de um vôo e receber de volta o sorriso de cada pessoa durante a despedida no desembarque.
Deixar do lado de fora do avião as nossas particularidades. Fazer de tudo para agradar, ouvir que a sua empresa é uma porcaria e ainda assim ter pique pra sorrir enquanto seu rosto dói. Nunca se esquecer do seu papel fundamental em representar a empresa, pois é o comissário quem passa a maior parte do tempo com o principal elemento para quem existe a aviação comercial, o passageiro. Ter amor ao que se faz.. Não
saber se volta pra casa. É lidar com o perigo. Sorrir pro passageiro na pior das turbulências. É ter um (a) eterno (a) amante: o céu.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UM POUCO DE DANÇA DO VENTRE

DANÇA DO VENTRE


  

A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. Seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhente a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo.
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo.

DANÇAS FOLCLÓRICAS




DANÇA COM BASTÃO OU BENGALA (RAKS EL ASSAYA)
Também conhecida como Dança do Bastão ou da Bengala, o Raks EI Assaya seria uma versão feminina para a dança Tahtib. Os movimentos na versão feminina são graciosos, delicados, onde as mulheres apenas manejam o bastão demonstrando suas habilidades com o objeto, usando-o também como uma “moldura” para mostrar o corpo durante a execução de seus movimentos



DANÇA COM CANDELABRO (RAKS ELSHEMADAN)
Raks AI Shemadan é o nome egípcio para o que conhecemos como a Dança do Candelabro. Muito comum em festas de casamento ou aniversário, até hoje serve para celebrar a vida e a união entre as pessoas. Durante as comemorações de um casamento, por exemplo, a dançarina e suas velas simbolizam a luz que irá abrir e iluminar o caminho do novo casal. Muito comum no Egito, essa dança pode ter alguma relação com as tradições judaicas, que também tem o castiçal em sua simbologia. A proximidade dos países do Oriente Médio pode facilitar que traços culturais de povos diferentes se misturem, criando manifestações folclóricas cujas origens se tornem esquecidas no tempo, ou tenham explicações baseadas em “versões”. 


DANÇA COM DERBAKE
Derbake é um instrumento de percussão. Enquanto o músico executa o solo desse instrumento, a bailarina acompanha as batidas da percussão com o corpo. O elemento coreográfico típico das danças para o Solo de Derbake é o shimie, acompanhado de movimentos de batida (solares e lunares).



DANÇA COM CIMITARRA (ESPADA)

Dança com várias versões para sua origem. A primeira seria que esta dança seria para homenagear a deusa Neit, mãe de Ra (deusa da guerra) que destruía os inimigos e abria os caminhos. Uma segunda versão conta que a dança com a cimitarra surgiu das tabernas ou casas de prostituição. Os soldados após um dia de luta, iriam descansar nesses lugares e as mulheres da casa pegavam suas espadas e dançavam, para sua diversão. Na terceira versão, deriva do Arjã, dança milenar que só era executada por homens, geralmente os velhos das aldeias, e simbolizava a vitória sobre os inimigos e a conquista de territórios. Com o passar do tempo, as mulheres incorporaram a cimitarra, espécie de espada com a ponta recurvada, às suas danças.

DANÇA COM DAFF (PANDEIRO)
O daff é um pandeiro árabe, que tem o som um pouco diferente do nosso pandeiro. Por ser pequeno e fácil de lidar, pode ser usado pela bailarina, assim como os snujs, para acompanhar a música. Os ritmos mais rápidos são perfeitos para serem acompanhadas pelas batidas do pandeiro no corpo da bailarina. As danças com instrumentos são sempre muito alegres e festivas.

DANÇA COM PUNHAL
Versão da dança com cimitarra. Quase nada se sabe sobre sua origem, mas alguns acreditam que, para os egípcios, era uma homenagem à Deusa Selkis, que simbolizava a morte e a transformação. Numa segunda versão, essa dança era realizada pela odalisca predileta do Sultão. Para mostrar seu poder às outras mulheres do Harém, ela tomava do Sultão seu punhal e dançava diante de todos. Com isso, ficava provado que ele tinha total confiança nela.


DANÇA COM SERPENTE
Essa dança tem em sua formação original a utilização de uma serpente de metal (muitas vezes de ouro), já que este animal era considerado sagrado e símbolo da sabedoria. Atualmente vê-se algumas dançarinas utilizando cobras de verdade para dar mais destaque à sua sensualidade e coragem. A presença da serpente, por ser considerada sagrada, era representada através dos adornos utilizados e pelo movimento do corpo.

DANÇA COM SNUJS
Snuj é um instrumento rítmico que serve, quando tocado pela bailarina, para acompanhar o ritmo da música e as batidas de sua dança. Os snujs, ou címbalos, são 4 pratilhos de metal presos nos polegares e dedos médios de ambas as mãos, que devem ser tocados leve e rapidamente, fazendo com que o som seja próximo ao de sinos de igreja. Pode ser tocado livremente, seguindo a música dançada, ou dentro da notação específica do ritmo em questão

DANÇA COM TAÇAS
Também conhecida como Dança das Taças, deriva da Raks AI Shemadan. A bailarina dança com taças (ou pequenos castiçais) com velas, nas mãos. Durante a dança, as taças são equilibradas em partes do corpo da bailarina, como coxas, barriga, etc. Tem a mesma simbologia que a dança com o castiçal, sendo comumente vista em casamentos, batizados e aniversários, servindo para iluminar os caminhos dos homenageados. Esta versão não é considerada folclórica pelos povos do Oriente 


DANÇA COM VÉUS

O véu está presente em várias passagens de textos que falam sobre a dança dos povos do antigo Egito, por isso é previsível que este seja muito usado pelas bailarinas na atualidade. Quando se fala sobre a importância e o significado do véu, devemos lembrar que os movimentos na Dança do Ventre estão relacionados aos animais, às plantas, aos símbolos da mitologia egípcia e aos quatro elementos da natureza. Portanto, podemos relacionar o véu com o elemento ar (com os ventos que sopram do deserto). A dança dos sete véus tem sua origem bastante especulada: já foi associada à passagem bíblica onde Salomé pede a cabeça de João Batista. Atualmente, é muito comum ver a dança ser vinculada aos sete chakras corporais, onde cada véu teria a cor de um dos chakras, simbolizando sua transformação.



DANÇA TRIBAL


Tribal é um estilo contemporâneo de dança onde são valorizados aspectos étnicos de diversas culturas em fusão com conceitos de universo feminino e união. O Tribal é guiado pela filosofia da multiplicidade de estilos: tantas são as etnias presentes no mundo, tantas são as possibilidades da criação.

Elementos comuns nos aspectos coreográficos das criações do estilo são: os movimentos sinuosos que celebram o feminino e seu poder gerador de vida. Da mesma forma, muitas das criações em grupo podem sugerir tribos de mulheres unidas na beleza e na arte.

O estilo surgiu na década de 60, nos Estados Unidos, pela coreógrafa Jamila Salimpour que, após longa viagem pelo Oriente Médio e norte da África, criou um estilo onde unia movimentos de danças folclóricas de países como Marrocos, Argélia, Líbia e Egito, criando um estilo único.

Mistura de dança, arte e etnias de todo o mundo, a Dança Tribal está além de fronteiras. O Estilo Tribal preenche a lacuna entre a liberdade criativa e o mistério feminino oriental, permitindo que a mulher retorne ao passado e ao mesmo tempo, se entregue ao futuro.

Uma dança que representa a atualização estética com o que há de mais significativo na fusão contemporânea entre o moderno e o ancestral.

Não sem motivos o Estilo Tribal se tornou uma nova referência estética de dança, figurino e música. Esta nova estética permite a fusão de diversas etnias e assim expressar melhor a ancestralidade presente em cada uma delas. Com sua modernidade e seu inusitado contraste entre o arquétipo do coletivo, do ritualístico e do poder feminino na criação.

O Estilo e a Dança Tribal não tira movimentos de uma só dança, nem de conceitos referentes a nenhum povo específico, dando liberdade para que as artistas ampliem seu vocabulário gestual, utilizando também técnicas ocidentais e dêem vazão ao seu gosto pelo exótico e alternativo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Chovem duas chuvas: de água e de jasmins por estes jardins de flores e de nuvens.
Sobem dois perfumes por estes jardins: de terra e jasmins, de flores e chuvas.
E os jasmins são chuvase as chuvas, jasmins,por estes jardins de perfume e nuvens".

Cecília Meireles

sexta-feira, 22 de julho de 2011

“Conhece-te a si mesmo.” - Sócrates

Nós temos nossos limites e é atingindo estes limites que nos transformamos como no conceito matemático de Arquimedes e deixamos de ser um limitado quadrado para nos tornarmos um círculo, capaz de girar sempre, o que significa capacidade de movimento, capaz de não ter lados fechados, o que significa capacidade de termos mil possibilidades de nos abrirmos para a felicidade.